Senador proclamou-se líder do Brasil em carta publicada do exterior. Diferença entre candidatos foi de 4,4 milhões de votos.

Coligação do presidente Lula afirma que contestação não se sustenta após senador Flávio Bolsonaro fugir para os EUA e proclamar-se líder
A coligação partidária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou a contestação do resultado eleitoral feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua fuga para os Estados Unidos nesta quarta-feira (29).
Flávio publicou carta do exterior proclamando-se “líder do Brasil”. A coligação, integrada por PT, PCdoB, PV, PSB, Rede e PDT, denunciou que ele “fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira”.
Os partidos destacaram que o candidato derrotado buscou abrigo junto ao presidente eleito Donald Trump, “que atuou abertamente para interferir em nossas eleições”, segundo comunicado da coligação.
A coligação argumenta que a contestação do resultado não se sustenta. A diferença entre os dois candidatos foi de 4,4 milhões de votos, conforme apurado. No período de prorrogação de votação, foram computados 34.393 votos após as 17h.
O pedido de prorrogação foi concedido pelo ministro do STF Cristiano Zanin e solicitado tanto pelo PT quanto pelo PL, sigla de Flávio, conforme informou a coligação.
“Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, declarou o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, descrito pela coligação como ministro “indicado por Jair Bolsonaro”.
A coligação destacou que todos os partidos políticos, inclusive o PL, além de observadores internacionais independentes atestaram a legalidade das eleições. “Além do Tribunal Superior Eleitoral, todos os partidos políticos, inclusive o PL, e os observadores internacionais independentes igualmente atestaram a legalidade das eleições”, argumentou.
Os partidos citaram as eleições de parlamentares do PL em diferentes níveis como exemplo de resultado “incontestável”. A coligação afirma que a “soberania popular se manifestou através do voto livre e universal”.
A coligação também relembrou a fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador. “Não é a primeira vez que a família Bolsonaro se recusa a aceitar a vontade das urnas. Em 2022, Jair Bolsonaro tramou uma tentativa de golpe de Estado, que incluía o plano de assassinar o presidente e o vice-presidente eleitos. A democracia resistiu, e ele e os militares envolvidos foram condenados e estão presos”, citaram os partidos.







