Senador Renan Calheiros anuncia pedido ao Supremo para acesso ao material apreendido e início de depoimentos na investigação sobre Banco Master

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado vai solicitar ao STF acesso ao celular de Daniel Vorcaro para aprofundar investigação sobre fraudes no Banco Master.
Comissão de Assuntos Econômicos solicitará acesso ao celular de Daniel Vorcaro para investigação
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado decidiu solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o acesso ao material apreendido no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida visa dar maior efetividade à investigação sigilosa que apura fraudes envolvendo a instituição financeira. Segundo o senador Renan Calheiros (MDB-AL), presente na reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, realizada em 11 de fevereiro, o pedido permitirá avançar para a fase de depoimentos, incluindo o próprio Vorcaro como testemunha inicial.
Detalhes da reunião entre senadores e presidente do STF Edson Fachin
Na reunião de cerca de uma hora, os senadores membros do Grupo de Trabalho (GT) da CAE apresentaram a atuação do colegiado e reforçaram que a fiscalização do sistema financeiro é uma atribuição permanente da comissão. Além de Renan Calheiros, participaram os senadores Margareth Buzetti, Soraya Thronicke, Izalci Lucas, Esperidião Amin, Damares Alves e Leila Barros. Fachin reconheceu a importância da transparência institucional e demonstrou abertura às demandas do GT, salientando que a democracia exige clareza no acompanhamento de investigações relevantes.
Compatibilidade da atuação do GT com possíveis CPIs sobre o Banco Master
Renan Calheiros destacou que o trabalho do GT na CAE não conflita com eventuais Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) sobre o Banco Master. Segundo ele, o fórum ideal para a responsabilização dos envolvidos é a CAE, órgão permanente do Senado, mas que não impedirá o papel de fiscalização e investigação das CPIs. Essa postura busca somar esforços para responsabilizar os responsáveis pelos supostos golpes financeiros associados ao caso.
Críticas ao regime rigoroso de sigilo e impacto na transparência das investigações
O senador Esperidião Amin (PP-SC) ressaltou que o presidente do STF concordou com a necessidade de reduzir o excesso de sigilo nas investigações para garantir a transparência institucional. Fachin alertou que o sigilo excessivo pode funcionar como uma blindagem que impede o conhecimento público da verdade. O ministro Dias Toffoli já havia determinado um regime rigoroso de sigilo sobre o inquérito do Banco Master em dezembro, mas a avaliação atual do STF aponta para a importância de equilibrar sigilo e transparência.
Próximos passos e desafios no acompanhamento da investigação pelo Senado
O Grupo de Trabalho da CAE também se reuniu com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para solicitar informações e colaboração na apuração das fraudes envolvendo o Banco Master. O foco do GT é garantir fiscalização contínua e efetiva do sistema financeiro nacional, com o objetivo de esclarecer os fatos, identificar responsáveis e propor medidas para evitar novos casos. O início da fase de depoimentos, com a oitiva do próprio Daniel Vorcaro, é um passo importante para aprofundar o conhecimento sobre a dinâmica dos supostos crimes financeiros.
A investigação sobre o Banco Master continua sob sigilo no STF, mas a atuação conjunta do Senado e do Supremo busca garantir um equilíbrio entre a proteção do processo legal e a transparência necessária para a democracia.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





