Companhia Ensaio Aberto renova e traz ‘Morte e Vida Severina’

Grupo teatral busca novos públicos e amplia suas apresentações.

Companhia Ensaio Aberto renova e traz 'Morte e Vida Severina'
Companhia Ensaio Aberto em cena. Foto: Thiago Gouvea/Divulgação.

A Companhia Ensaio Aberto apresenta 'Morte e Vida Severina' em São Paulo, superando crises e buscando novos públicos.

Novo capitulo para a Companhia Ensaio Aberto

A Companhia Ensaio Aberto está vivendo um momento de renovação com a apresentação da peça “Morte e Vida Severina” no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Este espetáculo representa não apenas a continuidade de um trabalho que já dura duas décadas, mas também um importante passo para o grupo, que finalmente consegue sair de seu espaço tradicional, o Armazém da Utopia, no Rio de Janeiro, e conquistar novos públicos em outras regiões.

Superando desafios e buscando novos públicos

A trajetória da companhia não foi fácil. Localizado na zona portuária do Rio, o armazém onde o grupo se estabeleceu por 15 anos enfrentou tentativas constantes de desocupação. O diretor Luiz Fernando Lobo relata que, mesmo após a legalização da posse, persistiram os esforços para desalojar o grupo, o que impediu a realização de turnês até o momento. Agora, com a situação regularizada, a companhia volta a um estado de normalidade, pronta para se conectar com o público de maneira mais ampla.

A essência de “Morte e Vida Severina”

“Morte e Vida Severina”, uma obra-prima de João Cabral de Melo Neto, foi escolhida como um dos principais veículos de comunicação da companhia, visando atingir não apenas a intelectualidade, mas também as classes populares. O diretor enfatiza que a peça tem um forte apelo social e é uma forma de diálogo com a realidade brasileira, refletindo sobre a luta e as esperanças do povo nordestino.

Um espetáculo acessível e popular

O elenco da peça é composto por 25 atores e quatro músicos, e a companhia faz questão de manter uma comunicação ativa com diferentes grupos sociais, oferecendo ingressos a preços acessíveis. Lobo defende que a ideia de que o público mais pobre não aprecia teatro é um mito, e enfatiza a importância de democratizar o acesso à cultura. A companhia realiza oficinas públicas para integrar novos talentos, mantendo sempre uma renovação em seu elenco.

Olhando para o futuro

Além da atual montagem, a Companhia Ensaio Aberto já se prepara para novos desafios. No primeiro semestre de 2026, a companhia planeja reestrear “O Dragão”, de Eugène Schwartz, e também pretende voltar a São Paulo com outros espetáculos, como “Olga”, que traz à tona a história de Olga Benário Prestes. Para Lobo, a presença regular em São Paulo é fundamental, uma vez que a cidade ainda oferece um cenário cultural vibrante e crítico.

Conclusão

A Companhia Ensaio Aberto, com sua trajetória repleta de desafios, reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura, buscando sempre romper as barreiras da elitização do teatro. Com “Morte e Vida Severina”, o grupo não apenas celebra sua história, mas também projeta um futuro promissor, onde a inclusão e a diversidade de públicos são os pilares de seu trabalho.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Thiago Gouvea/Divulgação