Complicações na assinatura do acordo Mercosul-UE em 2025

O veto da Itália gera incertezas sobre o futuro do tratado.

Complicações na assinatura do acordo Mercosul-UE em 2025
Negociações sobre o acordo Mercosul-UE seguem em meio a tensões. Foto: Yara Nardi

O veto da Itália ao acordo Mercosul-UE complica a assinatura prevista para dezembro de 2025.

O veto da Itália e suas implicações

O acordo Mercosul-UE, que visava ser assinado durante a Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, no próximo sábado (20), enfrenta um obstáculo significativo. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou sua oposição ao tratado, argumentando que seria “prematuro” para a União Europeia avançar sem garantias adequadas para o setor agrícola. Essa posição é reforçada pela resistência de outros países, como França e Polônia, que juntos somam uma parte considerável da população da UE e têm a capacidade de barrar a aprovação no Conselho Europeu.

Oposição e suas forças

A oposição da Itália, somada à França e Polônia, representa mais de 35% da população da União Europeia, um número suficiente para impedir a aprovação do acordo. Meloni defende uma discussão mais aprofundada sobre proteções para o setor agrícola europeu, o que complica ainda mais as expectativas de um acordo iminente. A situação atual revela um cenário em que os países favoráveis, como Alemanha e Espanha, tentam pressionar por uma aprovação, mas encontram resistência crescente.

Consequências para as negociações

As negociações em Bruxelas continuam, mas a tendência é de que a Dinamarca, atualmente na presidência da UE, não coloque a votação em pauta caso a posição da Itália se consolide. Embora Meloni não tenha descartado completamente a possibilidade de um acordo futuro, sua insistência em mais tempo para discutir garantias agrícolas frustra as expectativas de uma assinatura no Paraná.

Expectativas de votação

O Conselho Europeu havia programado votar o acordo até quinta-feira (18), necessitando do apoio de 55% dos países membros, representando pelo menos 65% da população do continente. A expectativa era de que a aprovação de salvaguardas pelo Parlamento Europeu pudesse facilitar a aceitação do tratado. No entanto, a declaração de Meloni complica esse cenário, sugerindo que a assinatura do acordo Mercosul-UE pode estar mais distante do que se imaginava.

O futuro das negociações

A recente aprovação pelo Parlamento Europeu de um regulamento que permite a suspensão temporária das preferências tarifárias para produtos agrícolas sensíveis do Mercosul, caso suas importações sejam prejudiciais aos produtores da UE, acrescenta mais uma camada de complexidade às negociações. As importações desses produtos poderão ser investigadas se aumentarem significativamente, o que aumenta a pressão sobre o acordo. O futuro das relações comerciais entre Mercosul e União Europeia continua incerto, com a Itália tomando uma posição firme em defesa de seus interesses agrícolas.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Yara Nardi