Confiança da construção avança 2,1 pontos em março, revela FGV

Setor registra recuperação parcial após queda em fevereiro, com otimismo em infraestrutura e demanda futura

Confiança da construção avança 2,1 pontos em março, revela FGV
Demolição de obra irregular ilustra o setor da construção. Foto: SEOP-RJ

Índice de confiança da construção sobe 2,1 pontos em março, impulsionado por otimismo na infraestrutura e na demanda futura.

Panorama geral da confiança da construção em março segundo a FGV

A confiança da construção apresentou um avanço relevante em março, subindo 2,1 pontos e atingindo 93,6 pontos, de acordo com informações oficiais da Fundação Getulio Vargas. Este aumento veio após uma queda significativa de 2,5 pontos em fevereiro, representando uma retomada parcial da confiança das empresas do setor. Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção no FGV Ibre, destaca que este movimento confirma projeções de crescimento para o primeiro trimestre, superando os resultados do último trimestre de 2025.

Otimismo no setor de infraestrutura e seus impactos econômicos

O setor de infraestrutura foi o principal impulsionador desse otimismo, influenciado por investimentos privados já contratados e o cenário eleitoral previsto para 2026. Este segmento demonstra um maior apetite para a retomada dos projetos, o que deve contribuir para a movimentação econômica regional e nacional. Apesar disso, o setor ainda enfrenta entraves importantes, como a escassez de mão de obra qualificada, que limita a capacidade de expansão dos negócios.

Indicadores que reforçam a melhora da confiança no setor da construção

Os índices componentes do ICST sinalizam uma melhora tanto na percepção do momento atual quanto nas expectativas futuras. O ISA-CST, que mede a situação atual, cresceu 2,4 pontos, atingindo 93,4 pontos, maior nível desde março de 2025. Já o IE-CST, que avalia expectativas, avançou 1,9 ponto, chegando a 94,0 pontos. Elementos como o volume de carteira de contratos e a previsão de demanda para os próximos meses também apresentaram crescimento, reforçando o ambiente de recuperação.

Utilização da capacidade e tendências de contratação no setor

A utilização da capacidade instalada (NUCI) da construção subiu 0,5 ponto percentual, chegando a 77,6%, enquanto o NUCI de máquinas e equipamentos também cresceu, atingindo 72,3%. Apesar do recuo de 0,1 ponto no NUCI da mão de obra, a intenção de contratação aumentou: 26,8% das empresas indicaram planos para ampliar seu quadro de trabalhadores, superando os 10,7% que pretendem reduzir efetivos. Isso indica uma perspectiva positiva para o emprego no setor, associada ao maior otimismo em relação à demanda.

Desafios e perspectivas para o setor da construção em 2026

Apesar do crescimento da confiança e das expectativas favoráveis, o setor continua sujeito a desafios estruturais, como a limitação da mão de obra especializada e fatores macroeconômicos que podem impactar a dinâmica dos investimentos. A continuidade deste cenário dependerá da concretização dos investimentos previstos e da capacidade das empresas de superar esses entraves. O monitoramento constante dos indicadores será fundamental para avaliar a sustentabilidade da recuperação da construção.

A confiança da construção, portanto, mostra sinais claros de recuperação em março, com avanços em diversos indicadores que apontam para um cenário mais promissor no curto prazo. Este movimento é essencial para a retomada da atividade econômica e a geração de empregos no setor.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: SEOP-RJ