Reunião marcada para 16 de janeiro exigirá 75% dos votos para destituir Julio Casares da presidência

Conselho Deliberativo do São Paulo adiou para 16/01 votação do impeachment de Julio Casares, elevando quórum para 75% dos votos favoráveis ao afastamento.
O Conselho Deliberativo do São Paulo anunciou o adiamento da votação do pedido de impeachment contra o presidente Julio Casares para sexta-feira, 16 de janeiro de 2026. A decisão modifica a data inicialmente marcada para quarta-feira, dia 14, estabelecendo uma nova dinâmica para o processo que pode mudar os rumos da presidência do clube.
Contexto e importância da votação
O pedido de afastamento do presidente Casares ocorre em meio a alegações de “administração temerária”, que incluem descumprimento orçamentário, falta de transparência nas contas do clube e denúncias de comercialização irregular de ingressos para camarotes do Morumbi. Essas acusações ganharam força após a divulgação de áudios e reportagens que indicam um esquema clandestino de venda de ingressos em áreas restritas do estádio, gerando repercussão negativa e afastamentos dentro da diretoria.
Simultaneamente, investigações da Polícia Civil sobre movimentações financeiras suspeitas no clube, relatadas por órgãos como o Coaf, ampliaram o cenário de crise política e institucional no São Paulo.
Novas regras para o impeachment
A votação do impeachment trará uma novidade significativa: para que o presidente seja afastado, agora serão necessários 75% dos votos favoráveis dos conselheiros presentes, conforme pedido acolhido pela presidência do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, que apoia a defesa de Casares. Isso representa um aumento do quórum anteriormente previsto, que era de dois terços, elevando de 170 para 191 votos o número mínimo para aprovação.
Ao todo, 254 conselheiros estão aptos a participar da votação, que deverá ocorrer de forma presencial no Morumbi, sem possibilidade de voto remoto, reforçando a seriedade e o caráter formal do processo.
Impactos e próximos passos
Caso o impeachment seja aprovado na reunião do dia 16, o presidente do Conselho Deliberativo terá até 30 dias para convocar uma Assembleia Geral de sócios, onde será necessária apenas a maioria simples para confirmar o afastamento definitivo de Casares. Até essa Assembleia, o vice-presidente Harry Massis Junior assumirá a presidência interinamente, cumprindo o mandato até dezembro de 2026.
A eleição para o triênio 2027-2029 permanece agendada para o final do ano, apontando para um período de transição e possível estabilidade política, dependendo do desfecho do processo.
Ponto a ponto sobre a situação no São Paulo FC
Data da votação: Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, no Morumbi.
Quórum para afastamento: 75% dos votos favoráveis, equivalente a 191 votos.
Total de conselheiros aptos: 254.
Motivos do impeachment: Administração temerária, descumprimento orçamentário, falta de transparência e irregularidades na venda de ingressos.
Investigação policial: Apuração em segredo de justiça sobre movimentações financeiras suspeitas envolvendo o presidente.
Mandato interino: Vice-presidente Harry Massis Junior até Assembleia Geral.
Próxima Assembleia Geral: Convocação em até 30 dias após voto favorável, com maioria simples para decisão final.
Serviço e segurança para o São Paulo FC
O processo político em curso reforça a importância da transparência e governança no clube para garantir estabilidade administrativa e confiança da torcida. A realização da votação com presença física no Morumbi visa garantir a integridade do processo e a segurança jurídica das decisões tomadas.
Acompanhar os desdobramentos das sindicâncias internas e auditorias externas também é fundamental para esclarecer as acusações e preservar a imagem do clube.
Este cenário reforça a necessidade de atenção dos sócios e torcedores aos canais oficiais do São Paulo FC para informações atualizadas e orientações sobre participação e acompanhamento do processo político.
—
Atualizado em 8 de janeiro de 2026.*
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress





