Consórcio MEZ-RZK garante construção do novo centro administrativo de São Paulo

Leilão realizado em São Paulo define consórcio vencedor para projeto que centralizará órgãos estaduais e impulsionará revitalização urbana

Consórcio MEZ-RZK garante construção do novo centro administrativo de São Paulo
Evento de leilão do novo centro administrativo em São Paulo Foto: Agência Brasil

Consórcio MEZ-RZK vence leilão para construção do novo centro administrativo de São Paulo, centralizando órgãos estaduais e promovendo revitalização local.

O consórcio MEZ-RZK vence o leilão do novo centro administrativo de São Paulo

Na manhã de 26 de fevereiro, o consórcio MEZ-RZK Novo Centro foi declarado vencedor do leilão realizado na sede da B3, no centro de São Paulo, para a construção e operação do novo centro administrativo de São Paulo. O evento contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes. O grupo formado pelas empresas Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property ofereceu um desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima, superando a proposta concorrente do grupo Acciona-Construcap.

Detalhes do projeto e impacto estimado na infraestrutura estadual

O novo centro administrativo de São Paulo será composto por sete edifícios e dez torres, concentrando o gabinete do governador, secretarias e diversos órgãos estaduais que hoje estão distribuídos em mais de 40 locais diferentes. A concessão, com duração de 30 anos, abrange a construção, operação e manutenção do complexo, incluindo limpeza, segurança e conservação, com investimento estimado em R$ 6 bilhões. Além da centralização administrativa, o projeto prevê a restauração de 17 imóveis tombados, a ampliação das áreas verdes do Parque Princesa Isabel, destinação de 25 mil metros quadrados para comércio e serviços, e a construção de um novo terminal de ônibus. A estimativa do governo é que a obra gere cerca de 38 mil empregos diretos e indiretos durante a construção, além de 2,8 mil vagas permanentes após a inauguração.

Relevância política e econômica destacada pelo governador Tarcísio de Freitas

O governador Tarcísio de Freitas classificou o novo centro administrativo como um legado para a capital paulista e ressaltou que o projeto integra a meta de ampliar significativamente os investimentos no estado, que devem alcançar R$ 394 bilhões com os leilões recentes. Segundo ele, a centralização das estruturas trará eficiência administrativa, maior produtividade e economia de tempo para os aproximadamente 22 mil servidores estaduais. Além disso, o empreendimento faz parte de um esforço maior de revitalização do centro histórico, contribuindo para melhorias na segurança e na qualidade de vida da região. O governador ressaltou também o potencial financeiro do projeto, que permitirá ao estado fazer investimentos a partir da venda ou concessão dos imóveis atualmente dispersos pela cidade.

Controvérsias e protestos contra o projeto nas áreas afetadas

Durante o leilão, movimentos sociais como a Frente de Luta por Moradia (FLM) e a União dos Movimentos de Moradia (UMM) promoveram protestos contra a construção do novo centro administrativo. Os manifestantes expressam preocupações com desapropriações compulsórias, remoção de famílias residentes e a possível valorização artificial dos imóveis, fenômeno conhecido como gentrificação, que pode prejudicar os moradores de baixa renda da região dos Campos Elíseos. Uma moradora da área, Jeniffer Mendonça, questionou diretamente o governador sobre a falta de diálogo com a comunidade local, afirmando que a indenização oferecida não seria suficiente para garantir a permanência das famílias na região.

Resposta do governo sobre desapropriações e apoio às famílias afetadas

Em resposta às críticas, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que grandes projetos de infraestrutura inevitavelmente demandam desapropriações em nome do bem coletivo, mas garantiu que todos os casos serão analisados individualmente. Ele ressaltou que a Constituição prevê o processo de desapropriação com prévia e justa indenização em dinheiro e assegurou que o governo cumprirá rigorosamente a legislação, oferecendo apoio para que as famílias atingidas encontrem alternativas adequadas de moradia. O governo também informou que avaliará o destino dos prédios atualmente desocupados, como o Palácio dos Bandeirantes, para decidir entre venda, concessão ou conversão para habitação popular via retrofit.

Benefícios esperados para o desenvolvimento urbano e econômico da região central

Além de modernizar a gestão pública estadual, o novo centro administrativo de São Paulo é visto como um catalisador para a revitalização do centro histórico da capital. A concentração dos órgãos governamentais em uma área estratégica visa melhorar a eficiência administrativa e reduzir o tempo de deslocamento dos servidores. O projeto inclui a preservação do patrimônio histórico local, a expansão de áreas verdes e a criação de espaços para comércio e serviços, que devem dinamizar a economia local. A construção do terminal de ônibus também deve melhorar o acesso e a mobilidade urbana na região. Em conjunto, essas medidas pretendem atrair investimentos, gerar empregos e promover a inclusão social, contribuindo para a transformação urbana sustentável do centro de São Paulo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Fonte: Agência Brasil