Construção civil espera crescimento de 2% em 2026 com juros mais baixos

Setor projeta avanço moderado no ano apoiado por crédito maior e investimentos em infraestrutura

A construção civil prevê crescer 2% em 2026, impulsionada pela queda dos juros e maior crédito habitacional.

Fatores que impulsionam o crescimento da construção civil em 2026

A construção civil crescimento 2026 começa com expectativas positivas devido a um cenário mais favorável no mercado de crédito e na política monetária. A redução da taxa de juros, que devem ficar abaixo dos dois dígitos que marcaram 2025, é apontada como um dos principais motores para a retomada do setor. Além disso, o orçamento recorde destinado à habitação financiada pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) amplia o acesso ao crédito imobiliário, especialmente com o novo modelo de financiamento para a classe média. O programa Minha Casa, Minha Vida também contribui com novas contratações para obras habitacionais, fortalecendo a atividade econômica do setor.

Investimentos em infraestrutura e seu papel no setor construtivo

Segundo dados da Cbic, os investimentos em infraestrutura somaram R$ 280 bilhões em 2025, representando um crescimento de cerca de 3% em relação a 2024. Destaca-se que 84% desse montante é proveniente da iniciativa privada, o que indica confiança dos investidores no segmento. A continuidade desses aportes é fundamental para manter o ritmo de criação de empregos e a expansão das obras, refletindo diretamente no desempenho geral da construção civil. A aposta na infraestrutura também gera efeitos multiplicadores na economia, estimulando fornecedores e outros setores relacionados.

Desafios persistentes: mão de obra, inflação e ambiente fiscal

Apesar do cenário otimista para a construção civil crescimento 2026, o setor enfrenta desafios relevantes. A escassez de profissionais qualificados permanece, o que eleva custos de mão de obra e pode limitar a expansão das obras. Em 2025, o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) avançou 5,92%, acima do IPCA, principalmente devido a uma alta de 8,98% nos custos com trabalhadores, reflexo do baixo desemprego. A questão fiscal do país é outro fator de risco, afetando o ambiente de negócios e a capacidade de investimento. Além disso, o ritmo mais lento da economia pode restringir a demanda futura por construções.

Dados sobre emprego e remuneração no setor em 2025

O Brasil encerrou 2025 com a menor taxa histórica de desemprego, em 5,1%. No setor da construção civil, houve saldo positivo de 87.878 novos postos de trabalho, totalizando 2,9 milhões de trabalhadores formais. O salário médio de admissão na construção foi de R$ 2.476,70, ligeiramente acima da média nacional, evidenciando a valorização da mão de obra especializada. São Paulo liderou a geração de vagas, especialmente em serviços especializados, enquanto Minas Gerais registrou saldo negativo por conta de perdas em obras de infraestrutura. A construção de edifícios foi responsável pela maior criação de empregos, com 43.054 novas posições, embora um pouco inferior ao número de 2024.

Perspectivas e riscos para o setor em 2026

Embora a construção civil crescimento 2026 seja animadora, os construtores mantêm cautela diante dos riscos que ainda impactam o setor. A escassez de mão de obra qualificada pode limitar a velocidade de expansão dos projetos. A situação fiscal do país e o ambiente econômico mais lento também reforçam a necessidade de monitoramento constante. Contudo, a combinação de juros mais baixos, maior oferta de crédito habitacional e forte investimento em infraestrutura cria uma base sólida para que o setor mantenha, ainda que em ritmo moderado, a trajetória de crescimento iniciada em 2024.