Paulo Humberto Barbosa assume controle majoritário do aeródromo Manacá em Ribeirão Claro

Paulo Humberto, sócio majoritário da pista de pouso privada próxima ao Tayayá Resort, avança projeto para operação entre 2026 e 2027 em Ribeirão Claro.
A construção da pista de pouso próxima ao Tayayá Resort, localizada em Ribeirão Claro (PR), avança sob o controle majoritário de Paulo Humberto Barbosa, advogado da JBS que adquiriu recentemente participação no empreendimento. O Aeródromo Manacá, nome oficial da instalação, está em fase inicial de obras, com movimentação de terra para adequação do terreno na região de morro em frente a uma represa.
Pista de pouso próxima ao Tayayá: detalhes do projeto
O projeto do aeródromo conta com autorização prévia da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 2019 para a construção de uma pista de 1.000 metros. Em 2020, o Comando da Aeronáutica emitiu parecer favorável, contudo, o processo de licenciamento para funcionamento ainda não foi concluído. Paulo Humberto detém 60% do negócio, enquanto os 40% restantes pertencem ao empresário Tadeu de Jesus Ribeiro, que iniciou as obras e é o responsável pelo projeto junto à Anac.
Localização estratégica e impacto para o Tayayá Resort
A pista está situada a poucos metros do Tayayá Resort, empreendimento de alto padrão que anteriormente contou com participação dos irmãos do ministro Dias Toffoli. Atualmente, Paulo Humberto é o único dono do hotel. O aeródromo visa facilitar a chegada de aeronaves privadas, hoje limitadas ao aeroporto mais próximo em Ourinhos (SP), a cerca de 40 km de distância, que não oferece voos comerciais.
Histórico da transação e relações comerciais
A aquisição da fatia no Tayayá Resort e na pista de pouso está inserida em uma rede de negócios envolvendo membros da família Toffoli e investidores ligados ao Banco Master. Em 2021, os irmãos do ministro venderam parte da participação no resort para um fundo associado ao empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do banco. O advogado Paulo Humberto, que também é figura central nesses negócios, planejou inicialmente outra pista de pouso em uma fazenda mais distante, mas optou pelo projeto de Tadeu por sua proximidade com o resort.
Perspectivas para a operação e região
A expectativa é que o Aeródromo Manacá inicie suas operações entre o final de 2026 e o começo de 2027, beneficiando não apenas os hóspedes do Tayayá, mas ampliando o acesso aéreo para a região de Ribeirão Claro e arredores. A iniciativa deve incrementar a infraestrutura local e potencializar o turismo de luxo na área.
Contexto político e judicial
O envolvimento do ministro Dias Toffoli e familiares no empreendimento gera atenção política, especialmente pelo fato de Toffoli ser relator no STF do chamado Caso Master, que envolve investigação sobre o Banco Master. O ministro frequenta o resort, chegando a utilizar helicóptero para deslocamento, e há registros de segurança deslocada para a região para proteção de membros do STF. A investigação está sob sigilo, com algumas decisões divulgadas após repercussão pública.

Obras na pista de pouso próxima ao Tayayá
A construção do Aeródromo Manacá representa uma movimentação estratégica que articula interesses privados e políticos, combinando infraestrutura aeroportuária com negócios imobiliários ligados a figuras públicas. O projeto reforça a tendência de investimentos em aeroportos privados para atender ao turismo exclusivo e a clientela de alta renda, destacando-se no contexto das relações entre empreendimentos de luxo e poder público.
Fonte: noticias.uol.com.br





