Instituto Água e Terra divulga balanço do primeiro ciclo do programa que permite desconto de até 60% em infrações ambientais em troca de investimento em iniciativas de conservação

Entre 2021 e 2025, o Instituto Água e Terra aplicou R$ 8,7 milhões através do programa que transforma penalidades em investimentos sustentáveis.
Conversão de multas ambientais movimentou R$ 8,7 milhões em projetos sustentáveis no Paraná
O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta sexta-feira (26) o balanço do primeiro ciclo do Programa de Conversão de Multas Ambientais, que operou entre 2021 e 2025. A iniciativa alcançou R$ 8,7 milhões destinados à execução de diferentes projetos de conservação no Estado, consolidando-se como estratégia inovadora de gestão ambiental.
Recursos direcionados para conservação da natureza
Os investimentos foram alocados em três eixos principais: atendimento à fauna silvestre, cultivo de mudas nativas e construção de parques urbanos. A distribuição geográfica abrangeu diferentes regiões do Paraná, priorizando iniciativas de relevância ambiental de longo prazo.
Segundo Marina de Freitas Souza Gualberto, agente profissional e coordenadora suplente da Câmara Técnica do programa, os recursos viabilizaram “projetos de grande relevância”. A coordenadora também destaca que o programa agora se encontra “mais consolidado” para sua segunda fase.
Como funciona o mecanismo de conversão
O programa oferece uma alternativa aos cidadãos que recebem penalidades por crimes ambientais. Em vez de pagar integralmente a multa, o infrator pode destinar o valor para um dos projetos sustentáveis coordenados pelo Instituto Água e Terra. Como retorno, recebe desconto de até 60% na infração, dependendo das condições processuais.
Esse modelo cria um ciclo virtuoso: beneficia a atuação do órgão ambiental estadual enquanto oferece redução significativa de custos aos penalizados, desde que comprometidos com iniciativas de conservação.
Próxima etapa com maior volume de investimentos
A segunda fase do programa, iniciada em 2026, promete ampliar consideravelmente o alcance da iniciativa. A expectativa é que a nova etapa movimente aproximadamente R$ 40 milhões em investimentos para novas propostas ambientais, incluindo projetos reapresentados já em fase de arrecadação.
Com um saldo disponível maior e maior consolidação operacional, Gualberto afirma que a próxima fase garantirá “maior celeridade na execução das ações”. Esta aceleração reflete a maturidade adquirida pelo programa ao longo do primeiro ciclo.
Impacto esperado para o meio ambiente paranaense
A expansão do programa representa um aumento significativo no capital dedicado a projetos ambientais no Estado. Os R$ 40 milhões previstos para o segundo ciclo mais que quadruplicam o investimento do período 2021-2025, sinalizando comprometimento renovado com políticas de sustentabilidade.
Essa trajetória evidencia a efetividade de mecanismos que alinham responsabilidade ambiental com incentivos econômicos, transformando penalidades em oportunidades concretas de preservação e restauração de ecossistemas paranaenses.





