Cpi do crime organizado convoca fundador da reag e questiona presença de campos neto

Depoimentos na cpi buscam esclarecer falhas na fiscalização bancária e fraudes envolvendo o banco master e fundo reag investimentos

Cpi do crime organizado convoca fundador da reag e questiona presença de campos neto
Roberto Campos Neto em sessão da Câmara dos Deputados

A CPI do Crime Organizado ouve fundador da Reag Investimentos e avalia se ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto comparece a depoimento.

Audiência da CPI do Crime Organizado com fundador da Reag e debate sobre presença de Campos Neto

Na sessão marcada para o dia 3 de março de 2026, a CPI do Crime Organizado realiza a oitiva do fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur, e discute a participação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A convocação de Campos Neto, que esteve à frente do Banco Central entre 2019 e 2024, foi parcialmente flexibilizada pelo ministro André Mendonça do STF, que transformou a convocação obrigatória em convite, permitindo que ele opte pelo comparecimento e exerça o direito ao silêncio. A comissão busca esclarecer supostas falhas na fiscalização bancária que facilitaram práticas criminosas, com foco no colapso do banco Master.

Investigação das fraudes financeiras e papel do Banco Central

A CPI do Crime Organizado tem como um de seus principais objetivos apurar as responsabilidades no colapso do banco Master e no esquema de manipulação do mercado financeiro, com destaque para o papel do Banco Central na fiscalização e supervisão dessas instituições. A convocação de Campos Neto visa coletar informações técnicas e estratégicas fundamentais para a elucidação dos fatos e para possíveis melhorias na legislação que regula o sistema financeiro nacional. O senador Jaques Wagner, autor do requerimento para convocação, destaca o impacto do colapso do banco no sistema financeiro e a necessidade de compreender as falhas de fiscalização que permitiram o avanço das organizações criminosas.

Contexto sobre o fundo Reag Investimentos e sua liquidação

João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag Investimentos, é chamado a depor para esclarecer o processo de liquidação do fundo pelo Banco Central, que tem ligação direta com as investigações do esquema fraudulento envolvendo o banco Master. A CPI busca entender as operações do fundo e como elas se relacionam com a manipulação do mercado financeiro. A Polícia Federal e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) conduzem investigações detalhadas sobre a participação de gestores do Master e da Reag, buscando identificar responsabilidades legais e criminosas.

Decisões judiciais e implicações para depoimentos na CPI

A atuação do ministro André Mendonça tem sido decisiva na definição das obrigações de comparecimento dos convocados à CPI do Crime Organizado. Além da flexibilização da convocação de Campos Neto, Mendonça concedeu salvo-conduto a Fabiano Campos Zettel, empresário e cunhado do dono do banco Master, que foi chamado para depor como investigado mas tem o direito de não comparecer. Essas decisões impactam diretamente o andamento da CPI e a possibilidade de obtenção de informações essenciais para as investigações.

Próximos passos da CPI do Crime Organizado

Além das oitivas de João Carlos Falbo Mansur e da possível presença de Campos Neto, a CPI do Crime Organizado prevê para a quarta-feira, 4 de março de 2026, os depoimentos de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e de Fabiano Campos Zettel. Essas audiências complementam a investigação sobre o esquema financeiro fraudulento, contribuindo para esclarecer os mecanismos utilizados e as responsabilidades envolvidas. A comissão tem como meta final aprimorar a legislação e fortalecer os mecanismos de fiscalização para evitar novos casos semelhantes no sistema financeiro brasileiro.

Fonte: www.metropoles.com