Após meses de expectativa, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar as extensas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi oficialmente instalada no Congresso Nacional nesta quarta-feira (20/8). A iniciativa surge em resposta a um escândalo de proporções alarmantes, que lesa os cofres públicos e prejudica milhares de beneficiários.
O pontapé inicial para a investigação foi dado por uma série de reportagens investigativas do Metrópoles, que expuseram um esquema bilionário de desvios e irregularidades. As denúncias revelaram um aumento vertiginoso na arrecadação de entidades através de descontos nas mensalidades de aposentados, atingindo a marca de R$ 2 bilhões em um único ano, enquanto associações enfrentavam inúmeros processos por filiações fraudulentas. As reportagens do Metrópoles, portanto, acenderam o alerta para o tamanho do problema.
As revelações do Metrópoles não apenas chocaram a opinião pública, mas também desencadearam ações concretas por parte das autoridades competentes. A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar os fatos, e a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou suas próprias investigações, utilizando como base as informações e documentos apresentados pelo veículo de comunicação.
Composta por 32 membros, entre deputados e senadores da base governista e da oposição, a CPMI promete conduzir uma investigação imparcial e rigorosa. O mesmo número de suplentes também foi definido. Segundo o relator da CPMI, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), “Não há nada que vai nos parar”, demonstrando o compromisso da comissão em levar as apurações até as últimas consequências.
Em entrevista ao programa Acorda Metrópoles, o relator Ricardo Ayres adiantou que pretende convocar ministros dos dois últimos governos para prestar esclarecimentos. Entre os nomes já citados estão Carlos Lupi, que foi demitido após a Operação Sem Desconto, e Onyx Lorenzoni, ex-ministro da Previdência no governo Bolsonaro. A CPMI será presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), enquanto a relatoria ficará a cargo de Ayres.
Fonte: http://www.metropoles.com