Criança indígena de 12 anos é vítima de estupro coletivo em Juruá

Agressões foram registradas em vídeo por criminosos da mesma comunidade

Criança indígena de 12 anos é vítima de estupro coletivo em Juruá
Criança indígena foi vítima de ato brutal. Foto: Agência

Criança indígena de 12 anos foi vítima de estupro coletivo em Juruá, no Amazonas, com criminosos filmando o ato.

Estupro coletivo em Juruá choca a comunidade indígena

Uma criança indígena de apenas 12 anos, pertencente à etnia Kulina, foi vítima de um estupro coletivo cometido por integrantes da mesma comunidade, no município de Juruá, no Amazonas. O crime brutal ocorreu dentro da própria comunidade e foi registrado em vídeo pelos criminosos enquanto a vítima gritava por socorro.

O diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Célio Lima, relatou que as imagens do ato são tão impactantes que o abalaram profundamente, tanto como policial quanto pai. Ele descreveu a cena como uma afronta à dignidade humana, ressaltando a crueldade dos agressores, que riam durante as agressões.

Mobilização das forças de segurança

Em resposta ao crime, o delegado informou que está mobilizando as forças de segurança em Juruá. Ele anunciou a formação de equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal, que estão em diligências para coletar provas e identificar os criminosos envolvidos. A população local foi alertada sobre a situação e incentivada a colaborar com as investigações.

Lima enfatizou a posição de zero tolerância à violência contra mulheres e crianças, independentemente do contexto, seja em áreas urbanas ou nos territórios indígenas. “Cultura nenhuma justifica brutalidade. Tradição nenhuma justifica abuso. Isso é desumano, isso é animalesco e não será tolerado por nós”, afirmou.

Questões legais e a proteção das vítimas

O delegado também refletiu sobre as implicações legais caso os agressores sejam menores de idade. Ele expressou preocupação com a possibilidade de que, se forem menores, a lei não preveja prisão, apenas internação por tempo limitado. Lima questionou a justiça desse sistema e se ele realmente protege a sociedade e outras crianças.

“Já passou da hora de o Brasil começar a discutir com mais seriedade se as leis estão de fato protegendo as vítimas ou protegendo os agressores”, concluiu o delegado.

Reações da comunidade

A notícia do crime gerou indignação e revolta na comunidade indígena de Juruá. Líderes locais e moradores estão se unindo para exigir justiça e proteção para as crianças da região. O caso é um triste lembrete da necessidade de ações efetivas para combater a violência e proteger as vítimas, especialmente em comunidades vulneráveis.

O caso continua em investigação, e a expectativa é que os responsáveis sejam identificados e punidos o mais rápido possível. A comunidade permanece em alerta, buscando apoio das autoridades para garantir a segurança e a dignidade de suas crianças.

Fonte: tnonline.uol.com.br

Fonte: Agência