Falta de ortopedista e material adequado leva a solução improvisada em unidade de São Pedro da Aldeia

Criança em São Pedro da Aldeia teve braço imobilizado com papelão por falta de ortopedista e material em UPA. Fundação Saúde abre sindicância.
Caso de braço imobilizado com papelão revela falhas na UPA de São Pedro da Aldeia
O incidente do braço imobilizado com papelão aconteceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Pedro da Aldeia, situada na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, na segunda-feira (5). A criança, que sofreu uma fratura, recebeu uma imobilização provisória feita com papelão devido à ausência de ortopedista e falta de material específico para engessamento na unidade. O atendimento definitivo só foi realizado no dia seguinte, em um pronto-socorro municipal, onde o braço foi devidamente engessado. Segundo familiares, o exame de imagem confirmou a fratura, mas não havia condições para tratamento especializado no local.
Fundação Saúde anuncia sindicância para apurar ocorrência e reforça protocolos
A Fundação Saúde, responsável pela UPA, divulgou nota confirmando que a unidade não dispõe de atendimento ortopédico especializado. Diante do ocorrido, a instituição anunciou que abrirá uma sindicância para apurar os fatos com rigor e agilidade. A fundação reiterou o compromisso com a qualidade da assistência à população atendida nas unidades da rede, apontando para a necessidade de melhorias no serviço prestado. Esse caso evidencia lacunas no atendimento emergencial que podem impactar diretamente a segurança dos pacientes, especialmente crianças.
Imobilização provisória com materiais improvisados: orientações do Ministério da Saúde
De acordo com manuais de primeiros socorros do Ministério da Saúde, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde, em casos de fraturas não expostas, é possível realizar imobilização temporária com materiais improvisados, como papelão ou madeira. Essa medida emergencial visa evitar agravamento da lesão enquanto o paciente aguarda atendimento especializado. Contudo, as orientações ressaltam que tal procedimento não substitui a avaliação médica nem o tratamento definitivo, que deve ser realizado por profissionais qualificados com recursos adequados.
Impactos da falta de especialistas e materiais na rede pública de saúde
A ausência de ortopedistas e materiais básicos em unidades de pronto atendimento compromete a qualidade do serviço e pode atrasar tratamentos essenciais, aumentando o risco de complicações. Em casos pediátricos, essa deficiência é ainda mais grave, dado o maior cuidado necessário. A demora no atendimento definitivo, como ocorrido no caso de São Pedro da Aldeia, pode afetar a recuperação e o bem-estar da criança, além de causar angústia à família. A situação ressalta a importância de investimentos em recursos humanos e infraestrutura para garantir atendimento eficiente e seguro.
Necessidade de políticas públicas para fortalecer a atenção emergencial ortopédica
Este episódio aponta para a urgência de políticas públicas que assegurem a presença de profissionais especializados e equipamentos adequados nas UPAs, sobretudo em regiões afastadas ou com alta demanda. A articulação entre diferentes níveis de atenção à saúde, com protocolos claros para encaminhamento rápido, é fundamental para evitar improvisações que possam comprometer a integridade dos pacientes. O acompanhamento rigoroso das unidades e a investigação de falhas são passos essenciais para aprimorar o sistema de saúde pública brasileiro.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Braço direito imobilizado com uma tala improvisada feita de papelão, fixada por faixas brancas enroladas ao redor do braço e da tala. A palavra 'DESTELADO' está





