Ativistas mirins exigem maior inclusão e proteção ambiental durante conferência em Belém
Crianças na COP30 pedem ações efetivas para combater a crise climática e maior inclusão nas discussões.
Crianças e o papel ativo na COP30
No contexto da COP30, realizada em Belém, as crianças se destacaram como vozes fundamentais na luta contra a crise climática. A conferência, que ocorreu entre 10 e 22 de novembro, foi palco onde 1.118 participantes com menos de 16 anos foram registrados, conforme dados da UNFCCC, evidenciando um aumento na inclusão infantil em discussões climáticas.
Reivindicações e protestos
Um dos momentos marcantes foi a manifestação dos povos munduruku, que bloqueou a entrada da conferência em protesto contra o plano de hidrovias do governo. Este ato simbolizou a luta por um futuro sustentável e a proteção dos direitos das crianças, que são as mais afetadas pelas mudanças climáticas. Yará Sataré Mawé, uma jovem ativista de 10 anos, expressou a importância da proteção ambiental, afirmando que a natureza é sua casa e que a destruição dela afeta diretamente a infância.
Aumento da visibilidade infantil nas COPs
Historicamente, a voz das crianças em conferências climáticas era quase inexistente. Nos primeiros 16 encontros, apenas duas menções a crianças foram feitas nos documentos oficiais. No entanto, nas últimas seis COPs, esse número saltou para 77, refletindo uma mudança significativa nas prioridades da diplomacia climática. Essa evolução é atribuída ao crescente reconhecimento da necessidade de ouvir a juventude nas discussões sobre o futuro do planeta.
Atividades e participação
Durante a COP30, as crianças participaram de diversas atividades, incluindo painéis e debates. A inclusão da infância nas discussões foi um ponto central, e muitas crianças, como Vicente Baré, de 13 anos, ressaltaram a importância de serem ouvidas. Vicente afirmou que essa luta é uma continuidade do esforço de gerações anteriores, que sempre ensinaram sobre a importância de cuidar do meio ambiente.
Fridays for Future e a Marcha Global do Clima
O movimento Fridays for Future, inspirado pela ativista Greta Thunberg, também teve destaque na programação da COP30. No dia 15 de novembro, crianças de diversas origens se juntaram a um público de 70 mil pessoas para exigir o fim do uso de combustíveis fósseis na Amazônia. A participação ativa das crianças em tais movimentos demonstra uma nova era de conscientização e ativismo ambiental.
Conclusão
As vozes das crianças na COP30 não apenas pediram por um futuro mais verde, mas também evidenciaram a necessidade de uma escuta ativa por parte dos líderes mundiais. A presença e a participação das crianças e adolescentes na conferência marcam um passo significativo para a inclusão juvenil nas decisões que moldarão o futuro do nosso planeta. As crianças estão prontas para lutar, e suas vozes são mais essenciais do que nunca.





