Crise no STF divide estratégia de Lula e Flávio na reta final eleitoral

Campanha petista debate se deve criticar Moraes ou focar em economia e inflação

Crise no STF divide estratégia de Lula e Flávio na reta final eleitoral
Lula e Flávio Bolsonaro em disputa pela Presidência. Foto: Montagem/G1 — 1 de 1
Lula e Flávio Bolsonaro — Foto: Montagem/g1

A crise envolvendo o STF e o ministro Alexandre de Moraes afeta as estratégias de campanha de Lula e Flávio Bolsonaro na reta final da disputa presidencial.

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes entrou nos cálculos eleitorais das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), provocando ajustes nas estratégias dos dois candidatos nesta terça-feira (15).

Parte dos integrantes da campanha de Lula defende que o assunto seja deixado em segundo plano. A avaliação interna é que insistir no episódio envolvendo o Supremo não ajuda o petista a recuperar terreno e que a campanha deve concentrar esforços em propostas e respostas para a economia.

Outra ala da campanha defende que o presidente assuma uma postura mais crítica à Corte e marque distância de Moraes. Aliados avaliam, porém, que o cargo de presidente limite críticas diretas ao ministro.

Aliados do presidente apontam o preço dos alimentos e a inflação como dois dos principais fatores de desgaste de Lula neste momento. Integrantes da campanha atribuem o crescimento de Flávio entre eleitores de menor renda e entre as mulheres à estratégia do adversário de explorar o custo de vida.

A ofensiva de Lula inclui comparar a situação econômica atual com a vivida durante o governo de Jair Bolsonaro. Entre segunda-feira (14) e esta terça-feira (15), o presidente publicou nas redes sociais dois conteúdos sobre temas que estão no centro da disputa eleitoral: a fome e o preço da carne.

Durante o governo de Jair, o Brasil voltou ao mapa da fome, ou seja, o percentual de brasileiros em situação de insegurança alimentar cresceu significativamente. A campanha petista usa esse histórico para reforçar críticas ao adversário nas redes sociais e em materiais de campanha.