O Brasil formaliza o direito ao cuidado, mas a implementação é crucial.

O Brasil reconhece o cuidado como uma política pública, mas a execução depende de estados e municípios.
A formalização do cuidado como uma política pública no Brasil é um passo significativo, porém repleto de desafios. A recente introdução do Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida reconhece a importância do cuidado para a sociedade e estabelece um investimento de R$ 24,9 bilhões até 2027. Este plano busca promover um ambiente onde o direito ao cuidado e ao autocuidado sejam garantidos, refletindo uma necessidade urgente em um contexto social marcado por desigualdades.
O reconhecimento do cuidado e suas implicações
O cuidado, como definido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), abrange tanto atividades remuneradas quanto não remuneradas, que vão desde o cuidado direto de indivíduos até tarefas domésticas. No entanto, a responsabilidade pelo cuidado recai desproporcionalmente sobre as mulheres, especialmente aquelas de grupos marginalizados. Essa realidade não apenas perpetua desigualdades sociais, como também limita a inclusão econômica das mulheres no mercado de trabalho.
Desafios da implementação do plano
O novo plano governamental organiza 79 ações em cinco eixos principais, incluindo a criação de novos serviços e a valorização das trabalhadoras domésticas. Contudo, o sucesso desse plano depende crucialmente da adesão e comprometimento de estados e municípios. Sem uma execução efetiva, corre-se o risco de que mais uma política bem-intencionada não saia do papel, perpetuando as desigualdades que visa combater.
O futuro do cuidado no Brasil
Com uma população que envelhece rapidamente, a demanda por serviços de cuidado tende a aumentar, ressaltando a urgência da qualificação profissional para cuidadores. A OIT destaca que uma corresponsabilização entre Estado, setor privado e sociedade é vital para garantir um trabalho digno na economia do cuidado. Portanto, é imperativo que ações concretas sejam tomadas para que o Brasil não apenas reconheça, mas efetivamente implemente o cuidado como uma prioridade em suas políticas públicas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Bianca Santana





