Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira mostra maioria favorável à designação das facções pelo governo dos EUA, mas 74% rejeitam ação militar americana sem autorização federal

Presença do Comando Vermelho no Amazonas — Foto: Divulgação
Maioria dos brasileiros concorda com a classificação de PCC e CV como organizações terroristas. Pesquisa também revela rejeição ao envolvimento dos EUA em operações internas.
A classificação de PCC e CV como terroristas encontra apoio de 59% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira. O levantamento foi realizado dias após o governo dos Estados Unidos formalizar essa designação para as organizações criminosas.
Apoio e rejeição à medida dos EUA
Os dados revelam que 45% concordam totalmente com a decisão, enquanto 14% concordam em parte. No extremo oposto, 22% discordam totalmente e 11% discordam parcialmente da classificação. Um pequeno percentual de 1% não se posiciona sobre o tema, e 7% declararam não saber.
Apesar da maioria favorável, emerge um padrão importante quando o assunto é ação militar estrangeira. Três em cada quatro brasileiros—74%—rejeitam a possibilidade de operações dos EUA dentro do território nacional contra membros das facções sem autorização do governo federal. Essa discrepância sugere que o cidadão brasileiro apoia a taxonomia internacional mas resguarda a soberania nacional em questões de segurança.
Contexto da decisão americana
O governo de Trump formalizou a inclusão do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas no final de maio. A medida representa escalada na guerra contra essas facções criminosas, historicamente responsáveis por tráfico de drogas, assaltos a bancos e outras atividades delituosas em larga escala.
Metodologia da pesquisa
O levantamento entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 17 e 18 de junho, abrangendo 139 municípios de diferentes regiões. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral atribui ao estudo o número BR-09956/2026, garantindo transparência metodológica.





