59% dos eleitores desaprovam proibição de visitas a Bolsonaro

Pesquisa Datafolha revela rejeição à decisão de Alexandre de Moraes de suspender visitas de Flávio ao pai preso em regime domiciliar

59% dos eleitores desaprovam proibição de visitas a Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro em montagem que representa o impasse judicial. Foto: Reprodução/ Jornal Nacional, Luiz Silveira/STF, Miguel Schincariol / AFP

Levantamento divulgado nesta terça-feira (28) mostra que maioria dos eleitores considera inadequada a suspensão das visitas do filho ao ex-presidente.

A proibição de visitas a Bolsonaro decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal gerou rejeição significativa entre o eleitorado brasileiro. Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (28) aponta que 59% dos eleitores acreditam que a medida foi inadequada, enquanto 36% a apoiam. Apenas 2% consideram neutra a ação judicial, e 4% não conseguiram se posicionar.

Contexto da prisão domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre condenação de 27 anos e 3 meses desde março deste ano sob regime de prisão domiciliar humanitária. A autorização inicial abrangia 90 dias para recuperação de broncopneumonia, decisão do ministro Alexandre de Moraes fundamentada em razões médicas. O regime diferenciado representou concessão inédita em sua trajetória processual recente.

A suspensão das visitas

Em 13 de julho, Moraes determinou a suspensão de visitas por Flávio Bolsonaro durante 90 dias. A justificativa citava a divulgação de uma carta onde o ex-presidente reafirma apoio à pré-candidatura do filho à Presidência. A mensagem foi compartilhada nas redes sociais pelo próprio Flávio, gerando controvérsia sobre a decisão judicial.

Apoio ao regime domiciliar

Quanto à manutenção da prisão em casa, o cenário apresenta apoio mais consolidado. Conforme o levantamento, 59% dos eleitores acreditam que Bolsonaro deve permanecer em regime domiciliar, contra 35% que defendem retorno à cadeia convencional. Seis por cento não responderam à questão.

Próximos passos

Nesta segunda-feira (28), Moraes também determinou prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente informe se autorizou uso de sua imagem e voz em material audiovisual. A medida intensifica o acompanhamento judicial das atividades do preso, mantendo escrutínio contínuo sobre possíveis violações das restrições impostas.