Declaração de Lansing reforça soberania dinamarquesa na Groenlândia desde 1916

Documento histórico dos EUA confirma não oposição ao domínio da Dinamarca sobre o território ártico

Declaração de Lansing reforça soberania dinamarquesa na Groenlândia desde 1916
Trecho da Declaração de Lansing, emitida em 1916, onde os EUA afirmam não se opor à soberania dinamarquesa na Groenlândia. Foto: Arquivos Nacionais da Dinamarca

Documento de 1916, Declaração de Lansing, confirma que EUA não se opuseram ao controle dinamarquês da Groenlândia, tema que ressurge em meio a interesses geopolíticos atuais.

A retomada do interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia em 2026 trouxe à tona a Declaração de Lansing, documento oficial de 1916 que confirmou a posição americana de não oposição ao domínio dinamarquês sobre esse território estratégico no Ártico.

Contexto histórico da Declaração de Lansing

Em 4 de agosto de 1916, sob a presidência de Woodrow Wilson, o Secretário de Estado americano, Robert Lansing, enviou uma comunicação formal à Dinamarca declarando que os EUA não se oporiam à extensão do controle dinamarquês sobre toda a Groenlândia. Este pronunciamento consolidava um acordo mais amplo que envolvia a venda das Índias Ocidentais Dinamarquesas para os EUA, atualmente conhecidas como Ilhas Virgens Americanas.

O documento original está preservado nos Arquivos Nacionais da Dinamarca e representa um marco diplomático que reforçava a soberania da Dinamarca no Ártico em um momento estratégico da história mundial.

Interesse geopolítico e diplomacia atual

A Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca, com cerca de 56 mil habitantes, localizado entre os continentes americano, europeu e asiático, o que confere à região importância estratégica para a segurança internacional.

Nos últimos anos, o aumento do interesse americano renovou debates sobre soberania e influência regional, sobretudo no contexto da crise climática, que torna as rotas marítimas do Ártico mais acessíveis devido ao derretimento do gelo. A riqueza em recursos naturais, como petróleo, gás e metais de terras raras, também chama a atenção de potências globais.

O parlamentar dinamarquês Anders Vistisen criticou publicamente as declarações recentes do presidente dos EUA, classificando-as como “francamente estúpidas”, e ressaltou que os EUA já reconheceram oficialmente a soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia, recomendando que consultem seus próprios arquivos para confirmação.

Fatores estratégicos da Groenlândia em 2026

Localização: Ponto nodal entre EUA, Europa e Rússia, fundamental para segurança regional.
Recursos Naturais: Reservas significativas de petróleo, gás e minerais estratégicos.
Mudanças Climáticas: Derretimento ártico abre novas rotas marítimas durante todo o ano.
Autonomia Dinamarquesa: Embora autônoma, a Groenlândia permanece sob a soberania da Dinamarca.

Serviço e Segurança na região ártica

Dadas as tensões e o aumento do interesse internacional, é essencial acompanhar as ações diplomáticas e militares na região. A cooperação entre países do Ártico é vital para garantir a estabilidade, proteção ambiental e o respeito aos direitos das populações locais.

A Groenlândia, além de seu valor estratégico, representa um desafio para políticas de sustentabilidade e governança internacional diante das mudanças climáticas e das novas dinâmicas globais.

Este panorama destaca a importância histórica da Declaração de Lansing e sua influência nas relações internacionais atuais envolvendo a Groenlândia.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Arquivos Nacionais da Dinamarca