Sistemas russos de defesa aérea na Venezuela estavam inoperantes durante incursão americana em Caracas

A defesa aérea da Venezuela não conseguiu operar sistemas russos durante ataque dos EUA em janeiro, revelando vulnerabilidades críticas.
Contexto do avanço dos Estados Unidos em Caracas no dia 3 de janeiro
A defesa aérea da Venezuela falhou em impedir o avanço dos Estados Unidos em Caracas durante o ataque ocorrido no dia 3 de janeiro. Apesar da expectativa de resistência devido à presença de sistemas russos de defesa aérea, as forças americanas conseguiram entrar na capital com dezenas de aeronaves e capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, retirando-se sem perdas significativas. Autoridades americanas confirmaram que, embora uma aeronave tenha sido atingida, ela permaneceu operacional, e alguns soldados sofreram ferimentos leves.
Equipamentos russos presentes, mas inoperantes durante o ataque
A Venezuela possuía sistemas de defesa aérea soviéticos e russos, como o radar de alerta antecipado P-18-2M e os mísseis terra-ar S-125, além do avançado sistema S-300 e os sistemas Buk. Contudo, análises feitas por autoridades americanas e reportagens indicam que esses sistemas estavam desconectados dos radares ou armazenados, sem operação efetiva no momento do ataque. Fotos, vídeos e imagens de satélite confirmam a ausência de ativação dos equipamentos para defesa aérea, o que deixou o espaço aéreo venezuelano vulnerável à incursão.
Falhas técnicas e operacionais na manutenção dos sistemas militares
As dificuldades da Venezuela para manter seu equipamento militar russo são atribuídas à falta de peças de reposição e ao conhecimento técnico insuficiente para operar e reparar os sistemas. Ex-autoridades americanas e analistas militares avaliaram que os sistemas antiaéreos venezuelanos estavam desconectados há anos. Um analista militar venezuelano afirmou que houve uma série de erros, como a não dispersão das tropas e a falta de ativação dos radares de detecção, o que contribuiu para o sucesso da operação americana.
Responsabilidade russa na deterioração dos sistemas de defesa aérea venezuelanos
Além das falhas locais, o New York Times destacou que a Rússia pode ter tido participação na situação, uma vez que os instrutores e técnicos russos deveriam garantir a operacionalidade dos sistemas vendidos à Venezuela. Ex-autoridades americanas sugeriram que a Rússia poderia ter permitido discretamente a deterioração do equipamento para evitar uma escalada de conflito com os Estados Unidos, já que o abate de aeronaves americanas poderia acarretar consequências significativas para Moscou.
Impactos estratégicos da falha na defesa aérea da Venezuela
A falha da defesa aérea da Venezuela expõe vulnerabilidades militares significativas em um cenário de tensões geopolíticas. A incapacidade de operar sistemas avançados compromete a soberania do espaço aéreo do país e pode afetar futuras estratégias de defesa e alianças internacionais. Além disso, o episódio lança luz sobre os limites da cooperação militar entre Rússia e Venezuela, evidenciando desafios técnicos e políticos que podem influenciar a estabilidade regional e a dinâmica de poder hemisférico.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Zona Operativa de Defensa Integral 51 via Instagram





