Advogado afirma que ação visou restaurar a flora local e questiona legalidade do plantio das árvores

Defesa de mulher envolvida em vandalismo de mudas em Curitiba afirma que não houve crime ambiental e questiona plantio irregular.
Entenda o contexto do vandalismo a mudas em Curitiba
O caso envolvendo a destruição de mais de 80 mudas de árvores em Curitiba ocorreu entre os dias 29 de dezembro e 1º de janeiro no bairro Jardim Social. A keyphrase “não houve crime” está presente na argumentação da defesa da mulher de 57 anos, que foi identificada por imagens captadas por câmeras de segurança na Avenida Nossa Senhora da Luz. Ela é acusada de arrancar e quebrar plantas, incluindo mudas de Araucária, espécie ameaçada de extinção e protegida por lei ambiental.
Defesa argumenta que ação visou restabelecer o estado anterior da flora local
O advogado Ernani Moreno, representante da acusada, sustenta que “não houve crime” no ato da destruição das mudas. Segundo ele, a mulher agiu para tentar restabelecer o estado anterior da flora, evitando potenciais prejuízos estruturais no bairro. Moreno alegou que o plantio das mudas, especialmente as de Araucária, pode causar danos como a destruição de calçadas, vias e residências futuras. Além disso, o defensor declarou que a cliente vem sofrendo ameaças desde o ocorrido.
Questionamentos sobre a autorização e legalidade do plantio de árvores
Além da defesa da mulher, o advogado levantou dúvidas sobre a forma como o plantio das mudas foi realizado. Segundo ele, não houve autorização do poder público municipal para o procedimento, o que contraria os trâmites legais que exigem avaliação e manejo adequado do solo e das espécies plantadas. Esse ponto é central para a argumentação de que as mudas não deveriam estar naquele local, o que justificaria a ação da investigada como uma restauração do ambiente.
Impactos ambientais e sociais do caso no bairro Jardim Social
O episódio gerou debate sobre os impactos ambientais e sociais relacionados à presença das mudas no Jardim Social. Embora a Araucária seja uma espécie protegida, a disputa entre preservação ambiental e a manutenção da infraestrutura urbana motivou a controvérsia. A ONG 1 Milhão de Árvores, responsável pelo plantio inicial, confirmou que um novo plantio foi realizado recentemente, após a adoção de medida restritiva que impede a mulher de se aproximar da área.
Investigações em curso pela Polícia Civil e desdobramentos futuros
A Polícia Civil mantém um inquérito para apurar os fatos e esclarecer a responsabilidade pela destruição das plantas. A acusada alegou, em depoimento, que estava sob efeito de medicamentos e bebida alcoólica, o que foi contestado pela defesa, que destacou limitações físicas da mulher, como a presença de pino na perna. O processo segue em andamento, e autoridades buscam compreender todos os aspectos envolvidos para uma decisão justa e técnica.
Fonte: ric.com.br
Fonte: Reprodução/Ric RECORD





