Ministro da Fazenda relata números preliminares que indicam cumprimento da meta fiscal com transparência maior que em anos anteriores

Fernando Haddad estimou déficit do governo em 0,1% do PIB para 2025, ressaltando maior transparência nos números fiscais em comparação ao governo anterior.
Estimativa do déficit do governo em 2025 mantém-se dentro da meta fiscal
O déficit do governo federal em 2025 foi estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em coletiva realizada no Ministério da Fazenda em 13 de janeiro de 2026. Este número preliminar indica que o governo cumpriu a meta oficial de “déficit zero” com tolerância de até 0,25% do PIB. Haddad ressaltou que esses dados refletem maior transparência em relação ao passado recente, evitando a manipulação orçamentária observada em anos anteriores.
Impacto dos ressarcimentos e precatórios no déficit governamental
Ao detalhar a composição dos números, Haddad explicou que, se forem considerados os valores destinados ao ressarcimento de vítimas do esquema de desvios no INSS, o déficit sobe para aproximadamente 0,17% do PIB. Além disso, quando somados os precatórios, que segundo o ministro representam obrigações não pagas corretamente no governo anterior, o déficit pode alcançar 0,48% do PIB. Essa abordagem reforça o esforço do atual governo em apresentar contas públicas mais claras e realistas, diferentemente do que ocorreu em gestões passadas.
Transparência fiscal como diferencial do governo atual
Haddad criticou a gestão anterior por falta de transparência ao lidar com os dados fiscais, afirmando que houve “maquiagem” no orçamento de 2022 e na proposta de lei orçamentária de 2023. Segundo ele, o atual governo incorporou os precatórios no cálculo oficial para garantir resultados mais consistentes e evitar distorções. Essa mudança fortalece a credibilidade das informações divulgadas e oferece maior segurança para investidores, agentes econômicos e a sociedade em geral.
Diálogo com setores financeiros sobre inflação e ajustes fiscais
O ministro também compartilhou que manteve conversas com o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, que comentou positivamente sobre o fechamento da inflação dentro da meta estabelecida pelo governo. Sidney, contudo, ressaltou a importância de o governo implementar ajustes fiscais para assegurar a continuidade da estabilidade econômica e a confiança dos mercados. Esse diálogo sinaliza uma percepção conjunta sobre os desafios que o Brasil enfrentará nos próximos anos para manter o equilíbrio fiscal.
Projeções e desafios futuros para a política econômica brasileira
O resultado fiscal preliminar de 2025 indica avanço na condução da política econômica, com déficit controlado e inflação sob controle. No entanto, a necessidade de ajustes fiscais destacados por entidades financeiras aponta para desafios na sustentabilidade das contas públicas. O governo deverá continuar monitorando rigorosamente as despesas e receitas, além de aprimorar a transparência, para garantir o cumprimento das metas fiscais e fortalecer a confiança na economia nacional.
Fonte: www.metropoles.com





