Ulisses Gabriel se declara tranquilo e atribui apuração a motivações ideológicas após caso do cão Orelha

Delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, está tranquilo diante da investigação do Ministério Público sobre o caso do cão Orelha.
Investigação do Ministério Público sobre delegado-geral de Santa Catarina
O delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, manifestou-se nesta semana após o Ministério Público instaurar procedimento preparatório para investigar sua conduta no caso do cão Orelha. Segundo o delegado, a investigação é motivada por suas declarações em coletiva de imprensa realizada em 27 de janeiro, quando expôs informações que, conforme ele, eram de conhecimento público. Ulisses declarou estar “absolutamente tranquilo” e ressaltou que nunca divulgou nomes ou imagens que identificassem os envolvidos nas investigações.
Contexto e motivações apontadas pelo delegado-geral Ulisses Gabriel
Ulisses Gabriel atribuiu a abertura do procedimento a representações apresentadas contra ele, que, conforme afirmou, seriam em número significativo e oriundas de movimentos com motivações políticas e ideológicas contrárias à Polícia Civil e ao estado de Santa Catarina. O delegado reforçou a confiança na atuação do Ministério Público, embora ainda não tenha sido oficialmente notificado sobre a apuração. Ele enfatizou que as informações compartilhadas não eram sigilosas e que a investigação policial relacionada ao caso do cão Orelha é pública.
Procedimento preparatório do Ministério Público e possíveis desdobramentos
O procedimento investigativo foi aberto pela 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, que atua no controle externo da atividade policial. Esta fase consiste em uma investigação preliminar, que visa coletar dados, documentos e depoimentos para identificar indícios de irregularidades. O prazo estipulado para conclusão é de 90 dias. Caso sejam confirmadas irregularidades, o Ministério Público pode instaurar inquérito civil, propor termos de ajustamento de conduta ou ações civis públicas. Na ausência de provas, o caso será arquivado.
Avanços da Polícia Civil na apuração do caso do cão Orelha
Paralelamente à investigação do Ministério Público, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a fase inicial da apuração sobre o caso do cão Orelha, que envolveu maus-tratos e coação de testemunhas. Foram indiciados três adultos e solicitado internamento de um adolescente suspeito, medida equiparada à prisão adulta. A polícia coletou imagens e depoimentos que apontam contradições no relato do menor, além de tentativas de ocultar evidências. A identidade dos investigados não foi divulgada, preservando o sigilo do inquérito.
Reações e exigências do Ministério Público para continuidade das apurações
Na semana anterior, o Ministério Público de Santa Catarina identificou lacunas na investigação da Polícia Civil e solicitou esclarecimentos adicionais para aprofundar a reconstrução dos fatos. As promotorias da Infância e Juventude e da área criminal estabeleceram prazo de 20 dias para cumprimento dessas diligências. Também foi requisitada, se possível, a exumação do corpo do cão Orelha para perícia direta, visando assegurar maior transparência e precisão na apuração.
Impactos e perspectivas futuras da investigação sobre o delegado-geral e o caso Orelha
O posicionamento público do delegado-geral Ulisses Gabriel e a investigação do Ministério Público refletem a complexidade do caso, que envolve questões sensíveis como a atuação policial, transparência e repressão a crimes contra animais. O desdobramento da apuração poderá trazer respostas sobre a conduta institucional e individual, assim como fortalecer mecanismos de fiscalização e controle das forças de segurança. Atentos ao prazo legal, órgãos envolvidos trabalham para garantir que as investigações avancem com rigor e imparcialidade.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: Delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel





