Demanda por aço deve crescer em 2026 com recuperação gradual dos setores consumidores

CEO da ArcelorMittal Pecém prevê retomada da demanda no Brasil impulsionada pela construção civil e indústria automotiva

Demanda por aço deve crescer em 2026 com recuperação gradual dos setores consumidores
Produção de aço no Porto de Pecém Foto: Davi Maia — Foto: Produção de aço no Porto de Pecém  • Davi Maia

Setores como construção civil e automotivo indicam melhora na demanda por aço no Brasil em 2026, segundo CEO da ArcelorMittal Pecém.

Expectativas de recuperação da demanda por aço em 2026

A demanda por aço no Brasil deve reagir em 2026 com uma recuperação gradual dos setores consumidores, conforme avalia Erick Torres, CEO da ArcelorMittal Pecém. Em entrevista recente, ele destacou que segmentos importantes como construção civil, linha branca e indústria automotiva apresentam condições de mercado mais favoráveis, o que pode impulsionar o consumo do material no país. Essa melhora está vinculada a uma conjuntura econômica que favorece a retomada dessas atividades após períodos desafiadores.

Pressões das importações e medidas de defesa comercial no setor siderúrgico

A expectativa de avanço da demanda por aço no mercado doméstico está acompanhada de um movimento coordenado do setor siderúrgico para pressionar o governo por ações adicionais de defesa comercial. Nos últimos anos, o volume de aço importado cresceu significativamente, especialmente proveniente da China. Segundo Erick Torres, o crescimento das importações foi de 160% nas últimas duas décadas, com 5,7 milhões de toneladas oriundas da China em 2025, quase o dobro da produção da ArcelorMittal Pecém. Essa situação tem causado uma competição desleal, afetando a competitividade da produção nacional.

Medidas recentes do governo contra importações excessivas

Para enfrentar os desafios causados pelo aumento das importações, o governo brasileiro ampliou o número de NCMs incluídas no sistema de cota-tarifa para produtos siderúrgicos que ultrapassam limites de importação. Também foi aberta uma investigação antidumping envolvendo 25 produtos de aço de origem chinesa. Essas medidas visam proteger o setor siderúrgico nacional, garantindo um ambiente de competição mais equilibrado e alinhado com práticas adotadas por outras regiões, como Europa e América do Norte.

Impactos das tarifas externas e desafios no comércio internacional

Além das pressões internas, o setor siderúrgico brasileiro enfrenta desafios no mercado externo. A imposição de tarifas de 50% por parte dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, incluindo aço, dificulta a competição no mercado americano. Empresas com produção local, como a Gerdau, acabam tendo maior vantagem competitiva nesse contexto. Mesmo assim, o mercado norte-americano permanece estratégico para a ArcelorMittal Pecém, que mantém a presença graças ao oferecimento de aço de alto valor agregado.

Perspectivas para a indústria siderúrgica brasileira e contribuição para a economia

A recuperação gradual da demanda por aço em 2026 poderá gerar impactos positivos na indústria siderúrgica e nos setores relacionados, como construção e automotivo. A pressão por proteção comercial e as adaptações às dinâmicas do comércio internacional são fundamentais para garantir a sustentabilidade da produção nacional. A indústria do aço no Brasil desempenha papel importante na economia, influenciando empregos, investimentos e a cadeia produtiva em diferentes segmentos industriais.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Produção de aço no Porto de Pecém  • Davi Maia