Deputada propõe tornozeleira eletrônica para violadores de medidas protetivas

Iniciativa busca reforçar proteção às vítimas de violência doméstica.

Projeto de lei visa utilizar tornozeleira eletrônica para monitorar quem descumprir medidas protetivas.

Uma proposta inovadora para a proteção das vítimas

O crescente número de casos de feminicídio no Brasil tem gerado uma mobilização significativa em torno de políticas públicas voltadas à proteção das vítimas. Nesse contexto, a deputada Rosana Valle (PL-SP) apresentou um projeto de lei que visa implementar o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar indivíduos que violarem medidas protetivas. Este projeto, de número 6.400/2025, busca integrar novas estratégias à já estabelecida Lei Maria da Penha e reforçar a segurança das mulheres em situação de risco.

O que prevê o projeto

A proposta de Valle estabelece que, em situações de risco elevado, a violação de medidas protetivas resultará na aplicação de monitoramento eletrônico. Além disso, a deputada propõe que o juiz tenha um prazo de 24 horas para expedir mandados de prisão preventiva, uma mudança significativa no processo que visa acelerar a resposta do sistema judiciário em casos de violência doméstica.

O projeto define como “casos de risco” aqueles que apresentam histórico de violência, ameaças explícitas, uso de armas ou descumprimento anterior de medidas protetivas. A ideia é que a torná-la uma ferramenta eficaz para prevenir que situações de violência se agravem, garantindo que a lei seja aplicada de forma mais eficaz.

A urgência do monitoramento eletrônico

De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, muitos feminicídios são precedidos por pedidos de ajuda ao Estado, o que ressalta a importância de um sistema de monitoramento que possa atuar preventivamente. A proposta de Rosana Valle surge como uma resposta a essa necessidade urgente de proteção e pode ser um passo importante na luta contra a violência de gênero.

Próximos passos e expectativas

Atualmente, o projeto de lei está em tramitação na Câmara dos Deputados, aguardando distribuição às comissões competentes. A expectativa é que essa iniciativa não apenas traga uma nova abordagem para o combate à violência doméstica, mas também promova uma reflexão mais profunda sobre a eficácia das medidas protetivas existentes. A implementação bem-sucedida desse projeto poderia servir como um modelo para outras regiões, contribuindo para a criação de ambientes mais seguros para as vítimas de violência.