Desafios do combate ao crime em meio à disputa eleitoral

A insegurança aumenta enquanto o Congresso se perde em embates políticos.

Desafios do combate ao crime em meio à disputa eleitoral
Desafios do combate ao crime em meio à disputa eleitoral. Foto: Dora Kramer

O ano legislativo termina sem soluções para a segurança pública, enquanto embates políticos dominam o cenário.

A insegurança pública no Brasil se intensifica à medida que o ano legislativo chega ao fim, sem que o Congresso tenha conseguido apresentar soluções concretas para a população. A expectativa é de que 2026 seja marcado por promessas vazias e disputas políticas, enquanto o crime organizado continua a se expandir.

O cenário legislativo atual

O Congresso Nacional encerra 2025 em uma situação delicada, sem uma resposta efetiva às demandas por segurança. As promessas de ação e as iniciativas anunciadas foram insuficientes para tranquilizar os cidadãos, que diariamente enfrentam a violência. A falta de convergência entre os partidos, que disputam a pauta da segurança pública, impede que ações eficazes sejam implementadas.

A crise no Judiciário e suas consequências

Em meio a esse quadro, o Judiciário também passa por um momento crítico. Escândalos envolvendo magistrados, como juízes e desembargadores implicados em atos ilícitos, minam a confiança da população nas instituições. A recusa do Supremo Tribunal Federal em criar um código de ética e os privilégios funcionais que ainda perduram contribuem para um clima de desconfiança generalizada.

O papel do Executivo

O Executivo, por sua vez, não apresenta um cenário melhor. Desde a Presidência da República até os governos estaduais, a falta de uma política unificada para enfrentar a criminalidade é evidente. Iniciativas como o escritório emergencial do Ministério da Justiça e o consórcio da paz, criados em resposta a crises específicas, mostraram-se superficiais e ineficazes, apenas gerando manchetes sem resultados concretos.

Perspectivas para 2026

Com a chegada do ano eleitoral, o poder público parece estar paralisado, preso em um impasse político que não favorece a construção de soluções coletivas. A disputa entre direita e esquerda torna ainda mais difícil a implementação de políticas que realmente impactem a segurança pública. Assim, 2026 se configura como um ano potencialmente perdido, marcado por promessas de palanque e embates improdutivos em torno de projetos que visam combater a criminalidade.

A trajetória crescente do crime, unificada e organizada, representa um desafio iminente que não pode ser ignorado. A sociedade brasileira aguarda ansiosamente por respostas que, até o momento, parecem distantes.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Dora Kramer