Pressão da oferta e divergência entre valores pedidos e ofertados dificultam negociações durante avanço da colheita 25/26

Desalinhamento de preços mantém a baixa liquidez do milho no Sul, afetando produtores e indústrias durante o avanço da safra.
Contexto do desalinhamento de preços no mercado de milho do Sul do Brasil
O desalinhamento de preços milho tem sido o principal fator que mantém a baixa liquidez no mercado do Sul do país durante o avanço da colheita da safra 25/26. As negociações seguem pontuais, com produtores focados nas atividades de campo e indústrias restritas em ampliar suas compras. O cenário é marcado por uma pressão crescente da oferta, sobretudo no Rio Grande do Sul, e uma demanda cautelosa que limita a movimentação comercial em toda a região.
Situação no Rio Grande do Sul e influência da colheita na oferta e preços
No Rio Grande do Sul, a colheita da safra 25/26 avançou para 33,0% da área, segundo dados oficiais, impulsionando a oferta do milho no mercado. Esse aumento na disponibilidade contribuiu para uma queda nos preços, que recuaram em média 2,28% na última semana, passando de R$ 61,40 para R$ 60,00 por saca. A maior parte das negociações concentra-se entre cooperativas e pequenas indústrias, com o mercado spot apresentando referências entre R$ 58,00 e R$ 75,00, evidenciando um desalinhamento entre o que produtores pedem e os valores que compradores estão dispostos a pagar.
Desafios no mercado de Santa Catarina com preços divergentes e baixa colheita
Em Santa Catarina, a situação é ainda mais delicada devido ao forte desalinhamento entre as pedidas próximas a R$ 80,00 por saca e a oferta dos compradores ao redor de R$ 70,00. Esse descompasso trava a liquidez e limita os negócios, que no Planalto Norte ocorrem entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca. A colheita avança lentamente, atingindo apenas 5,5% da área, significativamente abaixo da média histórica, o que colabora para uma retenção dos estoques e uma demanda restrita apenas ao curtíssimo prazo.
Mercado de milho no Paraná: ritmo lento e pressões regionais nos preços
O mercado paranaense também opera com baixa fluidez, refletindo o desalinhamento de preços milho entre produtores e indústrias. As pedidas giram em torno de R$ 75,00, enquanto compradores indicam valores próximos a R$ 70,00 CIF. A pressão maior é observada nas regiões produtoras, onde os preços ao produtor estão irregulares, e a resposta dos polos consumidores é pontual, o que impede uma melhora consistente na liquidez e na dinâmica comercial do milho no estado.
Impactos do desalinhamento e perspectivas para a safra 25/26 no Sul
Esse desalinhamento de preços milho, somado à cautela da demanda interna e à lentidão das exportações, gera um quadro de baixa liquidez que pode impactar negativamente a comercialização e os preços durante o restante da safra 25/26 no Sul. A pressão pela oferta crescente, especialmente com o avanço da colheita, tende a manter a tendência de queda nos valores, enquanto a falta de convergência entre compradores e vendedores dificulta o equilíbrio do mercado. A continuidade desse cenário implica desafios para a gestão de estoques, planejamento de vendas e sustentabilidade financeira dos produtores e indústrias envolvidas.
Fonte: www.agrolink.com.br
Fonte: Em Santa Catarina, o mercado permanece travado





