Operação abrangente busca Ágatha Isabelly e Allan Michael desde início de janeiro

Buscas pelo desaparecimento de irmãos no Maranhão chegam a 16 dias com reforço da Marinha e mais de 500 pessoas envolvidas.
O desaparecimento de dois irmãos no Maranhão tem mobilizado esforços intensos de busca desde o dia 4 de janeiro. Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do estado.
Avanço nas operações de busca
A operação que procura pelas crianças chegou ao 16º dia, envolvendo mais de 500 pessoas, incluindo equipes do Corpo de Bombeiros, policiais civis e militares, integrantes do Centro Tático Aéreo (CTA), peritos oficiais, Exército Brasileiro e voluntários. A área investigada foi ampliada para cerca de 54 km² e dividida em quadrantes para permitir buscas detalhadas em meio à mata densa e trilhas irregulares. Mais de 60% dessa área já foi vistoriada.
A Marinha do Brasil reforçou as operações com mais de 11 mergulhadores e equipamentos especializados, como uma voadeira, motoaquática e sonar side scan, tecnologia usada para localizar objetos em águas turvas ou profundas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também atua na força-tarefa, com patrulhamento em campo e nas rodovias próximas.
Importância dos relatos e evidências
Um dos elementos centrais da investigação é o relato de Anderson Kauã, primo das crianças, de 8 anos, encontrado com vida no dia 7 de janeiro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), cães farejadores indicaram que as três crianças estiveram em uma casa abandonada conhecida como “casa caída”, no povoado São Raimundo.
O secretário Maurício Martins destacou que os cães detectaram a presença das crianças conforme o relato de Kauã, que descreveu caminhos distintos pela casa. Contudo, não foram encontrados sinais recentes de adultos, alimentos ou água na região, o que reforça a ausência de auxílio externo.
Acompanhamento da criança sobrevivente
Anderson Kauã permanece internado no Hospital Geral de Bacabal, recebendo cuidados médicos e psicológicos. Exames descartaram qualquer suspeita de violência sexual, e a escuta especializada das autoridades está sendo realizada pelo Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA).
Linhas de investigação e compromisso das autoridades
O secretário Maurício Martins reforça que nenhuma linha de investigação foi descartada, independentemente de sua complexidade, e que o foco principal é localizar Ágatha e Allan a qualquer custo. Até o momento, não há indícios da participação de terceiros no desaparecimento, e há a possibilidade de que as crianças tenham se perdido sozinhas na mata.
“É possível que tenham chegado lá sozinhas. Inclusive, o Kauã nega a participação de terceiros nesta caminhada. As três crianças saíram do povoado e se perderam na mata. Esse é o ponto inicial que nós estamos tratando”, afirmou o secretário.
Continuidade das buscas e apoio local
As buscas continuam de forma ininterrupta, com a ampliação da área de varredura, incursões subaquáticas, patrulhamento terrestre, além do uso de drones e helicópteros. A Prefeitura de Bacabal mantém o apoio logístico nas bases instaladas nos povoados São Sebastião dos Pretos e Santa Rosa para garantir a continuidade das operações.
O caso do desaparecimento dos irmãos no Maranhão permanece sob intensa atenção das autoridades, que reiteram o compromisso de localizar as crianças e elucidar as circunstâncias do ocorrido.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





