Mãe contestou versão do genro sobre uso de drogas.
Mãe de jovem desaparecida contesta versão do genro sobre uso de drogas e busca por respostas.
O desaparecimento de Sabrina de Almeida Lima e seus três filhos, ocorrido na noite de 18 de dezembro, em Jaboticabal, SP, tem gerado um intenso debate familiar e comunitário. A mãe de Sabrina, Joviniana Braz de Almeida, se manifestou contra a versão do genro, Milton Gonçalves Filho, que afirmou que a jovem estava enfrentando uma crise de abstinência e teria desaparecido para consumir drogas.
O contexto do desaparecimento
O caso começou a se desenrolar na quinta-feira (18), quando Sabrina, de 27 anos, foi vista pela última vez com seus filhos de 10, 8 e 6 anos. A situação se agravou quando a família foi informada do desaparecimento apenas no sábado (20), dois dias após o ocorrido. Joviniana, em seu depoimento, expressou sua descrença nas alegações de Milton, que, segundo ela, não reflete a realidade da filha.
Milton, que foi o último a ver Sabrina, relatou que ela teria saído de casa após um episódio de consumo de álcool, alegando que estava com vontade de usar cocaína. No entanto, Joviniana defende que a filha é uma mãe dedicada e que não abandonaria seus filhos.
Questões familiares e denúncias
A narrativa de Milton levanta questões sobre a dinâmica familiar e a relação entre ele e Sabrina. Anderson Braz de Almeida, tio de Sabrina, também criticou a falta de comunicação de Milton após o desaparecimento. Ele ressaltou que o genro não alertou a família imediatamente, o que gerou uma série de desconfianças e questionamentos sobre suas intenções.
“Ela jamais sairia para qualquer canto levando os filhos, apesar do problema passado dela, ela é uma excelente mãe”, afirmou Anderson, ressaltando que as brigas entre o casal eram frequentes, especialmente sobre a criação das crianças.
Investigação em andamento
A polícia, que registrou o caso como desaparecimento, continua as buscas por Sabrina e seus filhos. As investigações incluem a análise de câmeras de segurança da propriedade onde o casal residia. As buscas, que contam com o apoio de equipes de resgate e cães farejadores, foram retomadas, concentrando-se em áreas próximas a um rio.
O tenente Alexandre Gusson do Corpo de Bombeiros indicou que a equipe está utilizando um cão adestrado para localizar tanto vítimas vivas quanto mortas. “Estamos explorando todas as áreas verdes ao redor da propriedade e agora vamos realizar uma busca em um rio nas proximidades”, afirmou.
A busca por Sabrina e as crianças continua com a esperança de que possam ser encontrados com vida. O desfecho desse caso ainda é incerto, mas a tensão familiar e as alegações contraditórias trazem à tona questões sociais e emocionais que afetam muitas famílias em situações semelhantes.





