Desembargador preso pela PF aponta falhas e culpa policiais

Acusação ocorre no contexto de investigações sobre vazamentos de operações.

Desembargador preso pela PF aponta falhas e culpa policiais
O desembargador Macário Ramos Júdice Neto durante investigações. Foto: m, o deputado estadual do RI Rodrigo Bacellar e do desembargador Macário Ramos Júdice Neto.

Desembargador preso pela PF, Macário Ramos Júdice Neto, alega falhas policiais em operação de combate ao Comando Vermelho.

O desdobramento da prisão do desembargador

O desembargador Macário Ramos Júdice Neto foi preso nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de vazar informações relevantes sobre uma operação contra o Comando Vermelho. Essa operação, que visava desmantelar a atuação da facção criminosa, foi comprometida por supostos vazamentos de informações sigilosas.

O Contexto da Prisão

Em setembro, durante uma sessão no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o desembargador já havia reconhecido a existência de falhas na operação que tratava do deputado TH Joias. No entanto, ao ser questionado sobre o vazamento, Júdice Neto transferiu a responsabilidade para as forças policiais, sugerindo que elas não tomaram as medidas necessárias para evitar a divulgação das informações.

A PF informou que as evidências do vazamento foram obtidas a partir de mensagens encontradas no celular de Bacellar, que foi apreendido durante sua prisão. Isso levanta questões sobre a segurança das informações e a eficiência das operações realizadas pela polícia.

Detalhes das Investigações

A investigação, conhecida como operação Unha e Carne, analisa a conduta de agentes públicos e o impacto dos vazamentos na apuração de outras operações, como a Operação Zargun. Os mandados de prisão e de busca foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluem medidas em diversos locais, incluindo o Espírito Santo.

A situação se complica ainda mais com a prisão de TH Joias, acusado de envolvimento com o Comando Vermelho. Júdice Neto, ao comentar sobre a dificuldade em prender o ex-deputado, afirmou que “a operação vazou, e talvez essa seja a situação”, referindo-se ao fato de que antes da prisão, já havia conhecimento sobre as ações policiais.

Estratégia de Controle de Danos

A PF interpretou a declaração do desembargador como uma estratégia de controle de danos, sugerindo que ele buscava se eximir de responsabilidades em relação aos atos que praticou anteriormente. A postura adotada durante a prisão revela uma tentativa de minimizar as repercussões de seu envolvimento nas investigações, o que pode gerar consequências legais adicionais.

A situação revela a complexidade das relações entre o sistema judicial e as forças de segurança, especialmente em casos que envolvem crime organizado e corrupção. A expectativa agora é de como a investigação irá prosseguir e quais serão as implicações para os envolvidos.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m, o deputado estadual do RI Rodrigo Bacellar e do desembargador Macário Ramos Júdice Neto