Detento sofre ataque brutal com estiletes em presídio de Santa Catarina

Investigação revela que Ramon de Oliveira Machado foi vítima de 160 golpes e que três detentos foram indiciados pelo crime

Detento sofre ataque brutal com estiletes em presídio de Santa Catarina
Estilete improvisado usado no ataque contra detento em Santa Catarina

Detento sofre ataque brutal com 160 golpes de estilete em presídio de Santa Catarina; três suspeitos foram indiciados por homicídio duplamente qualificado.

Detento sofre ataque brutal com estiletes no Presídio Regional de Araranguá

O detento Ramon de Oliveira Machado foi vítima de um ataque brutal dentro do Presídio Regional de Araranguá, em Santa Catarina, no dia 20 de fevereiro de 2026. O caso, que chocou a administração penitenciária e as autoridades locais, envolveu 160 golpes de estilete improvisados. Três detentos, apelidados de Ceifador, Fantasma e Romário, foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio duplamente qualificado, fraude processual e tentativa de impedir a defesa da vítima.

Detalhes do ataque e dinâmica dos suspeitos antes da agressão

A investigação revela que Ramon estava jogando baralho na entrada do alojamento, acompanhado por outros 27 detentos, quando os três suspeitos se reuniram rapidamente nos fundos do local. Retornando em seguida, Ceifador iniciou o ataque, desferindo o primeiro golpe no rosto da vítima, seguido por outro na nuca. Ramon tentou escapar, mas foi perseguido e recebeu sucessivos golpes que totalizaram 160 perfurações. O nível extremo de violência demonstra uma premeditação e brutalidade incomuns no ambiente prisional.

Estratégias para ocultar evidências e o impacto na investigação

Após o ataque, Romário arrastou o corpo de Ramon até o banheiro do alojamento, onde realizou a lavagem com água sanitária, ação que dificultou a coleta de evidências e possíveis impressões digitais. Além disso, as roupas e os estiletes utilizados foram descartados no vaso sanitário, comprometendo a recuperação dos objetos pelo Instituto de Criminalística. Esses procedimentos indicam uma tentativa clara de fraude processual para impedir o avanço das investigações, o que resultou no indiciamento pelo mesmo crime.

Papel da Polícia Civil e encaminhamento do caso ao Ministério Público

O delegado Jorge Ghiraldo coordenou as apurações que culminaram na conclusão do inquérito em 10 de março de 2026. O relatório descreve minuciosamente as circunstâncias do crime e a participação dos três indiciados, com base em depoimentos e exames periciais. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e aguarda análise do Ministério Público de Santa Catarina, que decidirá sobre o oferecimento formal de denúncia e os próximos passos judiciais.

Impactos e desafios no sistema penitenciário de Santa Catarina

Este episódio ressalta as vulnerabilidades enfrentadas no sistema prisional catarinense, onde conflitos internos e dificuldades na fiscalização podem resultar em violência extrema entre detentos. A ocorrência de golpes com estiletes improvisados demonstra a necessidade de revisão das medidas de segurança e controle de objetos cortantes dentro das unidades. Além disso, o caso evidencia o desafio em preservar a integridade física dos apenados e garantir a investigação eficaz dos crimes ocorridos no ambiente prisional.

Fonte: www.metropoles.com