Estudante de Rio Branco quebra barreiras com conquista histórica.
Diego Heitor, de Rio Branco, realiza sonho e se torna o primeiro acreano aceito em Princeton com bolsa integral.
Um marco histórico para o Acre
Diego Heitor, um jovem de apenas 17 anos, acaba de fazer história ao se tornar o primeiro estudante do Acre a ser aceito na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. A notícia chegou em um momento de grande expectativa, enquanto Diego estava em um evento em Rio Branco, tentando controlar a ansiedade que o acompanhava há semanas. O resultado positivo, que confirmou sua aceitação e a concessão de uma bolsa integral, representa não apenas um sonho pessoal, mas um marco significativo para a educação no Acre.
A trajetória inspiradora de Diego
Diego, que concluiu o ensino médio no Colégio de Aplicação da Ufac, começou sua jornada em busca de oportunidades internacionais desde muito jovem. Aos 12 anos, um vídeo sobre estudos fora do Brasil despertou seu interesse. Desde então, ele se dedicou a buscar formas de estudar no exterior, enfrentando uma série de desafios e negativas ao longo do caminho. Sua perseverança se destacou quando ele se tornou o primeiro acreano selecionado para o Camp Rising Sun, um prestigiado programa de liderança, e para o AFS Global STEM Academies, um intercâmbio focado em ciências e tecnologia na China.
Superando desafios e preconceitos
O caminho até Princeton não foi fácil. Diego enfrentou o isolamento geográfico do Acre, que dificultava seu acesso a recursos e oportunidades. Ele precisou viajar até Brasília para realizar o SAT, o teste necessário para a entrada em muitas universidades americanas, uma experiência que ele descreve como desafiadora. Além disso, a falta de representatividade de estudantes do Acre em instituições de renome gerou momentos de desmotivação. No entanto, com o apoio de sua família e programas de mentoria, como o Prep Program da Fundação Estudar, ele conseguiu se preparar e valorizar sua própria história.
O impacto da conquista na comunidade
Diego planeja usar sua experiência em Princeton não apenas para se desenvolver academicamente, mas também para impactar sua comunidade. Ele fundou projetos como o “Mundo ao Alcance” e “Melanina Speaks”, com o objetivo de ensinar inglês e promover a cultura afrodescendente. Diego espera ser uma prova de que é possível vencer barreiras e alcançar sonhos, inspirando outros jovens do Acre e de contextos semelhantes a buscarem suas próprias oportunidades. “Agora eles vão ter um espelho: alguém saiu daqui e conseguiu”, conclui ele, cheio de esperança e determinação para o futuro.





