Dino determina quebra de sigilo bancário de Sóstenes e Jordy

Investigação aprofunda desvio de recursos públicos por parlamentares

Dino determina quebra de sigilo bancário de Sóstenes e Jordy
Flávio Dino, ministro do STF, durante votação. Foto: Gustavo Moreno/STF

Ministro Flávio Dino determina quebra de sigilo bancário de deputados em investigação por desvio de recursos públicos.

A quebra de sigilo bancário determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reflete um movimento rigoroso no combate à corrupção no Brasil. Na manhã desta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, ficou evidenciado que os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL-RJ, estão no centro de uma investigação que busca esclarecer possíveis desvios de recursos públicos, especificamente relacionados às cotas parlamentares.

A Operação Galho Seco

A Operação Galho Seco, que embasa essa ação, foi deflagrada em resposta a indícios de irregularidades que envolvem a utilização indevida das cotas. De acordo com a petição de Dino, a quebra de sigilo se estende a todos os bens e valores mantidos pelos parlamentares em instituições financeiras entre os anos de 2018 e 2024. Além dos dois deputados, outros 11 indivíduos e uma empresa de locação de veículos foram incluídos na medida.

Dino justifica a necessidade dessa ação ao apontar um padrão preocupante nas movimentações financeiras dos investigados, caracterizadas por saídas elevadas de dinheiro sem a devida identificação de beneficiários. A transparência nas transações é fundamental para a elucidação dos fluxos financeiros e para a responsabilização de eventuais ilícitos.

A Ação da Polícia Federal

Em alinhamento com a decisão de Dino, a Polícia Federal (PF) lançou a Operação Galho Fraco, que busca aprofundar as investigações. Durante a operação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, resultando na apreensão de celulares dos parlamentares e de R$ 430 mil em espécie com Sóstenes.

Essa ação é um desdobramento de uma investigação anterior, que já apurava crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF está autorizada a coletar dados diretamente das instituições financeiras, o que promete acelerar o processo investigativo e trazer maior clareza aos fatos.

Implicações e Avanços

As repercussões dessa operação são significativas e podem impactar diretamente a imagem dos parlamentares envolvidos, além de levantar questões sobre a eficácia do uso das cotas parlamentares. A sociedade civil observa com atenção, enquanto as autoridades reafirmam o compromisso com a transparência e o combate à corrupção. A expectativa é que essa investigação não apenas elucide os casos específicos, mas também promova mudanças estruturais nas práticas legislativas relacionadas ao uso de recursos públicos.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Gustavo Moreno/STF