Diretriz reforça que canetas emagrecedoras não devem ser usadas isoladamente no tratamento da obesidade

Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade destaca necessidade de abordagem multidisciplinar associando medicação, dieta e exercícios

Diretriz reforça que canetas emagrecedoras não devem ser usadas isoladamente no tratamento da obesidade
Canetas emagrecedoras são recomendadas apenas como parte de tratamento multidisciplinar da obesidade Foto: GettyImages

Diretriz da Abeso recomenda que canetas emagrecedoras para obesidade sejam usadas sempre com mudanças no estilo de vida.

Diretriz da Abeso reforça que canetas emagrecedoras devem ser usadas com mudanças de estilo de vida

A nova diretriz da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) destaca que as canetas emagrecedoras não devem ser usadas isoladamente no tratamento da obesidade, mas sempre em conjunto com mudanças no estilo de vida, incluindo aconselhamento nutricional e estímulo à atividade física. Esta recomendação, publicada em 2026, reforça a importância de um tratamento multidisciplinar para garantir resultados eficazes e seguros. O presidente da Abeso, Fábio Trujilho, ressalta que o manejo clínico exige avaliação individualizada, transformando avanços científicos em orientações práticas para o cuidado dos pacientes.

Critérios para indicação do tratamento farmacológico na obesidade segundo a nova diretriz

A diretriz da Abeso estabelece que o uso das canetas emagrecedoras e outros medicamentos para obesidade deve considerar critérios claros, como o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 30 kg/m², ou IMC igual ou superior a 27 kg/m² acompanhado de complicações relacionadas à adiposidade. Ainda, em casos específicos, o tratamento pode ser indicado independentemente do IMC quando há aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura associado a complicações. Estas medidas visam garantir que o tratamento farmacológico seja direcionado a quem realmente necessita, evitando riscos desnecessários.

Importância da abordagem multidisciplinar para o tratamento eficaz da obesidade

O documento elaborado por endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas destaca que a obesidade é uma doença complexa e multifatorial, que não se resolve apenas com força de vontade ou uso isolado de medicamentos. A associação do tratamento farmacológico com mudanças comportamentais, como alimentação adequada e atividade física regular, é fundamental para o sucesso terapêutico. Essa abordagem também contempla condições associadas, como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite e apneia do sono, ampliando o cuidado integral ao paciente.

Riscos associados ao uso inadequado ou isolado de canetas emagrecedoras e outras substâncias

A diretriz alerta para os perigos do uso de medicamentos e substâncias sem comprovação robusta de eficácia e segurança, incluindo fórmulas magistrais, diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes e outros produtos manipulados. O uso indiscriminado dessas substâncias pode trazer sérias complicações à saúde, reforçando a necessidade de acompanhamento médico especializado e prescrição responsável. A orientação é clara: o tratamento para obesidade deve ser baseado em evidências científicas sólidas e integrado a mudanças no estilo de vida.

Impacto das novas recomendações para pacientes e profissionais de saúde

As 32 recomendações da diretriz trazem segurança e embasamento para médicos e pacientes, promovendo decisões clínicas individualizadas e mais eficazes. Segundo o coordenador Fernando Gerchman, as orientações aproximam a ciência das perguntas reais feitas nos consultórios, facilitando o manejo clínico. Para pacientes, a diretriz enfatiza que a obesidade é uma doença que exige tratamento contínuo e multifacetado, combatendo estigmas relacionados à força de vontade e motivação. Assim, a diretriz contribui para uma melhor compreensão e enfrentamento da obesidade no Brasil.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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