Dólar sobe impulsionado por fluxo externo em cenário negativo para ativos brasileiros

A alta do dólar de 1,82% em maio reflete saída de estrangeiros da bolsa e incertezas econômicas em 29 de maio

Dólar sobe impulsionado por fluxo externo em cenário negativo para ativos brasileiros
Cédulas de dólar e real destacando a valorização da moeda norte-americana

Dólar sobe 1,82% em maio diante de fluxo de saída de estrangeiros e cenário cauteloso para ativos brasileiros.

Contexto da alta do dólar e cenário negativo para ativos brasileiros em 29 de maio

O dólar sobe em 29 de maio no Brasil, refletindo a saída de investidores estrangeiros da bolsa e a cautela diante das incertezas econômicas locais e externas. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,24%, aos R$5,0453, acumulando uma valorização de 1,82% no mês de maio. Segundo analistas, o fluxo externo é o principal fator que explica esse movimento, enquanto ativos brasileiros enfrentam pressão negativa e o Ibovespa mantém trajetória de queda.

Impacto do fluxo de investimentos e alterações no padrão global

A saída de R$14,1 bilhões em investimentos estrangeiros da bolsa brasileira somente em maio até o dia 27 contrasta com os R$42,4 bilhões captados entre janeiro e abril. Tadeu Arantes, head de alocação da gestora Ghia, destaca que o fluxo global de investimentos está migrando para países emergentes com maior exposição à inteligência artificial, como Taiwan e Coreia do Sul, deixando o Brasil em segundo plano. Essa reconfiguração do apetite internacional por risco afeta diretamente a cotação do dólar e a rentabilidade dos ativos domésticos.

Influência das decisões políticas e riscos geopolíticos para o mercado financeiro brasileiro

Além dos fatores econômicos, a designação pelo governo dos EUA das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas traz uma nova camada de risco político para o Brasil. O impacto macroeconômico ainda é incerto, mas pode elevar os prêmios de risco para ativos brasileiros e dificultar a atração de capital estrangeiro, conforme avaliação de especialistas. Esse ambiente político contribui para a volatilidade no mercado cambial e nas bolsas.

Análise do desempenho do PIB e suas repercussões na política monetária

O Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao trimestre anterior, acelerando frente à alta de 0,3% do último trimestre de 2025 e superando as expectativas do mercado. Embora positivo, esse resultado reforça preocupações com a inflação e coloca em dúvida a continuidade dos cortes na taxa básica de juros, atualmente em 14,50% ao ano. O diferencial elevado da Selic em relação a outras economias vinha sendo um fator para atrair dólares, mas o cenário pode se tornar mais complexo.

Expectativas e influência do cenário internacional nas negociações cambiais

No exterior, destaque para as negociações entre EUA e Irã, que permanecem sem um desfecho definido, mantendo o mercado internacional em compasso de espera. Embora o índice do dólar contra uma cesta de moedas tenha recuado 0,06% no fechamento do dia, a incerteza no Oriente Médio adiciona volatilidade ao mercado cambial global, influenciando também o câmbio brasileiro. O panorama global e local se combinam para um cenário desafiador para ativos brasileiros nesta data.

Fonte: www.noticiasagricolas.com.br