Simepar detalha fenômeno climático que atingiu Campina Grande do Sul e regiões do Sudoeste paranaense

Fenômeno downburst provocou ventos fortes e chuva intensa em Campina Grande do Sul e Sudoeste do Paraná, causando danos estruturais locais.
Downburst paraná: tempestades severas e ventos intensos em fevereiro de 2026
O fenômeno downburst paraná foi registrado com intensidade significativa em Campina Grande do Sul e no Sudoeste do estado entre os dias 17 e 18 de fevereiro de 2026. Segundo o Simepar, essas tempestades ocorreram em um período de calor intenso, especialmente na faixa oeste, resultando em chuvas volumosas e fortes rajadas de vento. Marco Jusevicius, coordenador de operações do Simepar, destacou que o fenômeno causou danos relevantes em áreas restritas, confirmando a natureza local e destrutiva do evento. A análise detalhada do Simepar permitiu descartar a ocorrência de tornados, focando no estudo do downburst como principal causa dos estragos.
Características e impactos do downburst no Paraná em 2026
O downburst paraná caracteriza-se por microexplosões que provocam rajadas de vento fortes e destrutivas, associadas à queda rápida do volume de água da nuvem em direção ao solo. Essa precipitação abrupta arrasta o ar, gerando ventos que se espalham lateralmente em movimento divergente. Diferentemente dos tornados, que possuem ventos convergentes e afetam áreas maiores, o downburst causa danos localizados, normalmente inferiores a 4 km de extensão, como evidenciado em Campina Grande do Sul. Entre os impactos observados estão colapsos em estruturas comerciais, destelhamentos e quedas de árvores, como registrado também em cidades do Sudoeste como Maripá, Manoel Ribas, Realeza, Jardim Alegre e Quedas do Iguaçu.
Monitoramento avançado do Simepar com drones e tecnologias de geointeligência
Para compreender o fenômeno downburst paraná, o Simepar utilizou imagens de satélite, radares meteorológicos e sensores de detecção de raios. Além disso, realizou um sobrevoo com drone equipado com sensores de mapeamento, cobrindo uma área de 180 hectares em torno da região atingida em Campina Grande do Sul. Essa operação, conduzida pelo coordenador Marco Jusevicius e o gerente José Eduardo Gonçalves, proporcionou dados precisos sobre a extensão dos danos e a dinâmica da tempestade. O investimento em tecnologia pela Secretaria de Estado da Inovação e Inteligência Artificial reforça a capacidade de monitoramento e resposta às tempestades severas no Paraná.
Diferenças entre downburst e tornado: análise dos padrões de vento e danos
O Simepar explica que os danos causados por downbursts diferem dos provocados por tornados, apesar de ambos serem capazes de ocasionar destruição significativa. Enquanto tornados apresentam ventos rotativos em movimento convergente que causam danos em padrões circulares, o downburst se manifesta por ventos que se dispersam lateralmente, resultando em danos direcionais e concentrados. Essa distinção é fundamental para a correta avaliação dos eventos e para o planejamento de medidas de segurança e prevenção em áreas vulneráveis.
Registro e efeitos das tempestades severas no Sudoeste do Paraná
Na sequência das ocorrências em Campina Grande do Sul, outras cidades da região Sudoeste do Paraná enfrentaram tempestades acompanhadas de fortes rajadas de vento e chuvas intensas. Dados de radar indicaram volumes próximos a 50 mm em curto intervalo e ventos entre 60 km/h e 70 km/h, causando prejuízos como queda de árvores, destelhamentos e danos em estruturas agrícolas. A análise do Simepar identificou esses eventos como downburst, reforçando a diversidade e severidade das tempestades na primavera e verão, que incluem tornados e microexplosões com diferentes impactos meteorológicos e sociais.





