Eduardo Bolsonaro critica viagem de Alckmin ao Irã e destaca apoio de Trump

Ex-deputado contesta presença do vice-presidente brasileiro na posse iraniana e valoriza postura do presidente americano diante dos protestos no Irã

Eduardo Bolsonaro critica ida de Alckmin ao Irã e elogia postura de Trump nos protestos iranianos.

Eduardo Bolsonaro critica ida de Alckmin ao Irã e destaca apoio de Trump

Eduardo Bolsonaro critica a ida do vice-presidente Geraldo Alckmin ao Irã em 2024 para a posse do presidente Masoud Pazeshkian, considerando que tal visita legitima o regime iraniano. O ex-deputado manifestou sua opinião em 13 de janeiro de 2026, durante um evento em Mar-a-Lago, nos EUA, onde acompanhava declarações recentes do presidente Donald Trump. Bolsonaro ressaltou que Trump apoia os manifestantes iranianos, incentivando-os a “tomarem as instituições” do país, em meio a protestos que começaram em dezembro de 2025.

Contexto da viagem de Alckmin e a posse de Masoud Pazeshkian

Em julho de 2024, o vice-presidente Geraldo Alckmin participou da posse de Masoud Pazeshkian como presidente do Irã, representando o governo brasileiro. O evento contou com autoridades de diversos países e imagens oficiais o mostraram próximo ao líder do Hamas, Ismail Haniyeh, embora sem interação direta. A participação brasileira na cerimônia foi interpretada por Eduardo Bolsonaro como uma forma de legitimação do regime teocrático iraniano.

Protestos no Irã e repressão do regime teocrático

Os protestos iniciaram em 28 de dezembro de 2025, motivados por uma grave crise econômica no Irã, com inflação de 42,2% e desvalorização da moeda. Comerciantes e trabalhadores pedem reformas políticas, maior liberdade e criticam diretamente o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo desde 1989. A repressão tem sido dura, com uso de armas de fogo, gás lacrimogêneo e corte do acesso à internet, segundo relatos de agências de direitos humanos.

Declarações de Donald Trump e impacto internacional

Donald Trump, em uma publicação nas redes sociais, anunciou o cancelamento de contatos com autoridades iranianas e expressou apoio aos manifestantes. Eduardo Bolsonaro vê essa postura como um marco, que pode significar o início de “ventos de liberdade” no Irã e repercutir internacionalmente, inclusive no Brasil. A mudança de tom de Trump ocorre dias após o governo iraniano afirmar manter canais abertos de comunicação com os EUA.

Análise política e repercussões para a diplomacia brasileira

A crítica de Eduardo Bolsonaro reflete uma visão contrária à política externa adotada pelo governo brasileiro atual, representado por Alckmin na posse iraniana. A avaliação aponta para um debate sobre os limites entre diplomacia e legitimação de regimes autoritários. O episódio destaca o peso das posições internacionais diante de crises internas como a do Irã e o papel dos líderes mundiais em responder a protestos por direitos e liberdade.

O papel do Irã na geopolítica e desafios futuros

O Irã, governado por um regime teocrático xiita baseado na sharia, enfrenta pressões econômicas e sociais internas, enquanto mantém influência regional significativa. A fragmentada oposição e a repressão contínua indicam desafios profundos para uma possível transição política. A atenção internacional, incluindo declarações como as de Trump e críticas dentro do Brasil, mostram que a situação iraniana tem potencial para repercussões globais, influenciando debates sobre direitos humanos e democracia.