Senador do Ceará abandona candidatura ao governo estadual para integrar chapa presidencial do Novo

Senador Eduardo Girão — Foto: Reprodução/TV Senado
Eduardo Girão foi confirmado como companheiro de chapa de Romeu Zema na disputa pela Presidência. A decisão resulta em abandono da candidatura ao governo do Ceará.
Eduardo Girão confirmado como vice de Romeu Zema
Eduardo Girão, senador do Ceará, foi anunciado nesta terça-feira como companheiro de chapa de Romeu Zema na disputa pela Presidência da República pelo Partido Novo. A definição ocorreu após rodadas de conversas entre os dois políticos e integrantes da direção nacional do partido, consolidando uma aliança estratégica para o pleito de 2026.
Trajetória política e profissional
Luís Eduardo Grangeiro Girão nasceu em Fortaleza no dia 25 de setembro de 1972. Antes de ingressar na política, acumulou experiência como empresário em setores diversos: hotelaria, segurança privada, transporte de valores e produção audiovisual. Em 2004, fundou a Associação Estação da Luz, dedicada a projetos sociais na capital cearense.
Seu envolvimento com o esporte também marcou sua trajetória. Girão presidiu o Fortaleza Esporte Clube em 2017, demonstrando conexão com instituições tradicionais do estado.
Eleição para o Senado
Em 2018, Girão disputou seu primeiro cargo eletivo e conquistou uma vaga no Senado Federal como representante do Ceará. Obteve expressiva votação de 1,3 milhão de votos, superando inclusive o então presidente do Senado Eunício Oliveira. Seu mandato iniciou em fevereiro de 2019 e se estende até janeiro de 2027.
Abandono da candidatura estadual
Com a aceitação do cargo de vice-presidencial, Girão desiste formalmente da candidatura ao governo do Ceará, lançada no início de julho. Sua candidatura estadual havia recebido apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, apesar de divergências dentro do diretório estadual do PL, que preferiu uma aliança com Ciro Gomes.
Desempenho eleitoral recente
Em 2024, Girão concorreu à Prefeitura de Fortaleza e obteve quinto lugar nas votações, recebendo aproximadamente 14,8 mil votos, equivalentes a 1,06% dos votos válidos. O resultado demonstrou desafio em disputas municipais, ainda que mantivesse expressão em pleitos estaduais e federais.
A aceitação como vice-presidencial marca nova fase na trajetória política do senador cearense.





