Fenômeno já apresenta uma das maiores intensidades para setembro, com índice RONI em 2,1°C, e NOAA estima 75% de chance de superar todos os eventos registrados.

El Niño de 2026 ganha força antes do período de pico e já registra uma das maiores intensidades para setembro, com projeções indicando superação de eventos desde 1950.
O El Niño de 2026 ganhou força antes mesmo do período em que o fenômeno costuma atingir seu pico e já registra uma das maiores intensidades para setembro. De acordo com dados de monitoramento, o índice RONI chegou a 2,1°C e as projeções indicam que o evento ainda deve se intensificar até o fim do ano.
A NOAA estima em 75% a chance de que, entre outubro e dezembro, o fenômeno supere a intensidade de qualquer El Niño registrado desde 1950. O aquecimento também é expressivo no Pacífico Equatorial, onde a temperatura da região estava 2,1°C acima da média na semana de 16 de setembro.
Próximo à América do Sul, na costa do Equador e do Peru, a água chegou a 3,9°C acima do normal. Segundo análise do Carbon Brief, o fenômeno está adiantado em relação aos grandes El Niños anteriores.
O El Niño normalmente atinge sua maior intensidade entre outubro e fevereiro, com maior frequência em novembro e dezembro. Mesmo assim, o evento atual já apresenta níveis elevados em setembro. Na atualização de 21 de setembro, os 22 modelos acompanhados pelo International Research Institute for Climate and Society (IRI), da Universidade de Columbia, indicaram um fortalecimento adicional nos próximos meses. Pelo índice ONI, a anomalia de temperatura na região Niño 3.4 chegou a 3,07°C em 19 de setembro.
No Brasil, enquanto o fenômeno ganha força no Pacífico, o país enfrenta diferentes situações de chuva e seca. Em agosto, 67,4% do território estava sob algum nível de seca, contra 51,8% em julho. É a maior área registrada desde novembro de 2025.
O Nordeste concentra a maior parcela: a seca atinge 90,3% da região, enquanto a seca grave alcança 16%. Na Bahia, mais de um terço do território está nessa categoria. No Norte, a área sob seca passou de metade da região para 81,8% em um mês. Roraima está totalmente em seca e recebeu apenas um quarto da chuva esperada.
No Sul, o cenário é oposto. As chuvas acima da média deixaram a região 100% livre da seca. No Sudeste, a chuva retirou São Paulo da seca grave, mas o norte de Minas Gerais e o Espírito Santo pioraram e agora estão inteiramente em seca moderada.






