El Niño forte eleva riscos para safra de arroz do Mercosul em 2026/27

Analista alerta que chuvas excessivas podem prejudicar lavouras mesmo com maior disponibilidade de água

El Niño forte eleva riscos para safra de arroz do Mercosul em 2026/27
Lavoura de arroz: possíveis efeitos climáticos preocupam produtores do Mercosul

Mercado de arroz entra em ciclo 2026/27 com preocupações sobre El Niño forte e seus impactos na produção, qualidade e preços das lavouras.

O mercado de arroz do Mercosul inicia o ciclo 2026/27 com atenção redobrada aos possíveis efeitos climáticos sobre a produção, qualidade e preços das lavouras.

Segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz, um El Niño muito forte pode elevar os riscos para as lavouras mesmo onde o aumento das chuvas amplia a disponibilidade de água.

“Um El Niño muito forte pode elevar os riscos para as lavouras mesmo onde o aumento das chuvas amplia a disponibilidade de água.”

Os produtores da região enfrentam incertezas quanto à intensidade do fenômeno e seus reflexos diretos nas operações de cultivo. A variabilidade climática historicamente impacta o desempenho agrícola em áreas estratégicas para a produção de arroz.

O ciclo 2026/27 representa importante período para o setor, que monitora as condições meteorológicas e as projeções climáticas divulgadas por institutos especializados. Dados sobre precipitação, temperatura e umidade do solo orientam as decisões de plantio e manejo das lavouras.

A qualidade dos grãos também pode ser comprometida por condições extremas de chuva. Excesso de umidade aumenta o risco de proliferação de fungos e doenças fúngicas nas plantas, afetando a comercialização e agregação de valor.

Os preços do arroz no mercado regional tendem a responder às alterações nas projeções de safra. Incerteza climática historicamente eleva prêmios de risco nos contratos futuros da commodity.

Analistas acompanham boletins meteorológicos e estudos sobre a intensidade do El Niño para refinar estimativas de produção. O período crítico do ciclo agrícola — semeadura, crescimento vegetativo e enchimento de grãos — coincide com meses de maior probabilidade de impactos climáticos.

Os produtores podem ajustar estratégias de plantio, escolha de cultivares e práticas de irrigação conforme evoluem as condições meteorológicas previstas.