Pesquisa Quaest revela cenário polarizado com Lula à frente e Flávio Bolsonaro consolidado como principal adversário
Pesquisa Quaest mostra Lula liderando as Eleições 2026 com vantagem reduzida e Flávio Bolsonaro consolidado como principal adversário.
Contexto atual das Eleições 2026 e liderança de Lula
As Eleições 2026 apresentam um cenário polarizado e competitivo, conforme a pesquisa Genial/Quaest realizada entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026. Lula (PT) mantém a liderança em todos os cenários estimulados para o primeiro turno, com percentuais que variam entre 35% e 39%, evidenciando uma vantagem real, porém limitada. Flávio Bolsonaro (PL) aparece consolidado como o principal adversário, alcançando entre 29% e 33% nas simulações. A margem de diferença entre os dois candidatos oscila entre 4 e 8 pontos percentuais, sinalizando uma disputa acirrada desde o início da campanha.
Consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição
Flávio Bolsonaro tem conseguido estruturar sua candidatura a partir do apoio maciço do eleitorado bolsonarista, que representa 92% dos seus votos, além de atrair 65% dos eleitores de direita não alinhados ao bolsonarismo. Esse crescimento tem reduzido a dispersão da direita e transformado o capital simbólico do sobrenome Bolsonaro em capital eleitoral crescente. Contudo, Flávio ainda enfrenta o desafio de conquistar o eleitor independente, segmento fundamental para ampliar sua base e superar o teto natural da direita. A capacidade de ampliar seu apelo para além do núcleo ideológico será determinante para o sucesso de sua candidatura.
Polarização eleitoral e o papel do medo no comportamento do eleitor
A pesquisa demonstra que a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece equilibrada, medida pelo indicador do “medo”: 44% dos eleitores manifestam maior receio da volta da família Bolsonaro, enquanto 41% temem a continuidade do governo Lula. Esse empate técnico indica que a eleição será fortemente marcada pela rejeição, com candidatos buscando reduzir o medo e a desaprovação no eleitorado independente. Para Lula, o desafio é contornar o desgaste governamental que pode alimentar a rejeição; para Flávio, a tarefa é minimizar o temor associado ao retorno do bolsonarismo.
Avaliação do governo Lula e seus impactos nas Eleições 2026
Apesar de liderar a disputa, Lula enfrenta uma desaprovação maior que a aprovação de seu governo, com 49% dos entrevistados desaprovando e 45% aprovando sua gestão. A avaliação qualitativa reforça essa percepção, com 39% considerando o governo negativo e 33% positivo. Além disso, 42% dos eleitores percebem que a situação do país está pior em comparação a mandatos anteriores, contra 20% que avaliam melhora. Essa dinâmica revela que a força eleitoral de Lula atualmente reside mais na estrutura política e na rejeição ao adversário do que no entusiasmo. O agravamento dessa avaliação pode reduzir sua vantagem eleitoral.
Economia como fator decisivo para o eleitorado nas Eleições 2026
A economia continua sendo o ponto sensível e decisivo da eleição. A maior parte dos eleitores percebe aumento nos preços dos alimentos e uma piora no poder de compra. Há também um predomínio de notícias negativas sobre a economia (41%) em relação às positivas (30%). A percepção econômica influencia especialmente os eleitores independentes, grupo que pode definir o resultado final. Se houver melhora consistente até o segundo semestre, Lula pode ampliar sua margem; caso contrário, a oposição ganha um discurso forte para sua campanha.
Considerações finais sobre o cenário eleitoral e desafios para os candidatos
A pesquisa Quaest confirma que as Eleições 2026 estão em aberto, com uma disputa competitiva e marcada pela polarização. Lula lidera, mas sem conforto, e precisa administrar o desgaste de seu governo para evitar perda de votos. Flávio Bolsonaro consolidou sua posição como principal opositor, porém precisa ampliar seu alcance para além da base bolsonarista. O eleitor independente emerge como decisivo, tornando a redução do medo e da rejeição essenciais para ambos os lados. A economia permanece como tema central e poderá influenciar o comportamento dos eleitores até o período final da campanha.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, segundo protocolo registrado no TSE BR-00249/2026.





