Presidente cobra compromisso político e desincompatibilização de seus subordinados.
Lula se prepara para liberar 22 ministros visando as eleições de 2026, o que representa 56% de sua equipe.
O cenário político para 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que 2026 será “o ano da verdade” para seu governo e para os ministros que aspiram a cargos eletivos. Durante uma reunião na Granja do Torto, em Brasília, Lula anunciou que pelo menos 22 integrantes de seu 1º escalão deverão se desincompatibilizar até abril de 2026, seis meses antes do primeiro turno das eleições.
A necessidade de desincompatibilização é um reflexo de uma estratégia eleitoral que busca consolidar o apoio político e garantir que os ministros estejam preparados para suas respectivas candidaturas. Essa debandada representará 56% de seus 39 ministros, um percentual superior ao registrado nas eleições anteriores, quando o então presidente Jair Bolsonaro teve 43% de sua equipe desmobilizada.
Ministros com ambições eleitorais
Entre os ministros cotados para deixar seus cargos, destacam-se nomes influentes do governo. Gleisi Hoffmann, por exemplo, deve concorrer à Câmara dos Deputados pelo Paraná, enquanto Fernando Haddad está sob pressão para decidir entre o governo de São Paulo ou o Senado. Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, também é apontado como candidato ao Senado pela Bahia.
Além deles, outros ministros com ambições eleitorais são Simone Tebet, que almeja retornar ao Senado, e Márcio França, que pretende concorrer ao governo paulista. Essa movimentação não é apenas uma questão de estratégia individual, mas também uma tentativa de Lula de garantir um alinhamento político mais forte para sua reeleição em 2026.
Reunião e cobranças de Lula
Em sua reunião, Lula enfatizou a importância de que os ministros não apenas dominem suas áreas, mas também tenham conhecimento amplo sobre todas as entregas do governo. Essa estratégia visa fortalecer a defesa das ações da administração diante da população e dos demais partidos políticos. O presidente também fez uma crítica ao comportamento dos ministros que buscam deixar o governo, ironizando que





