Votação ocorre nesta terça-feira (3) com possível extensão de apuração; presidente chega ao pleito com aprovação inferior a 40%

Nesta terça-feira (3), ocorrem eleições parlamentares nos EUA que definem a composição da Câmara dos Representantes e um terço do Senado.
Os norte-americanos votam nesta terça-feira (3) para escolher a nova composição da Câmara dos Representantes, que se renova completamente, e de aproximadamente um terço do Senado. O pleito também elege governadores de 36 estados e três territórios, além de ocupantes de diversos cargos estaduais e locais.
O presidente Donald Trump chega às eleições com aprovação inferior a 40% e desaprovação próxima de 60%, segundo agregadores de pesquisas. A impopularidade prejudica candidatos do Partido Republicano. O Partido Democrata também registra maior rejeição do que aprovação, indicando que a insatisfação dos eleitores ultrapassa a avaliação do governo atual.
Muitos eleitores já votaram antecipadamente, presencialmente ou pelo correio. Alguns estados aceitam receber após o dia 3 as cédulas com carimbo postal até 3 de novembro. Na Califórnia, por exemplo, votos podem chegar até o dia 10, para posterior conclusão da apuração.
A definição de algumas disputas — e, dependendo delas, do controle do Congresso — poderá se estender por alguns dias após a votação.
Um eventual enfraquecimento de Trump no Congresso não significará, necessariamente, menor disposição para agir no cenário internacional. O mundo aguarda a reação do presidente após o pleito para compreender os próximos passos em relação à política externa.
Há especulações de que Trump poderá, após o pleito e reduzida a pressão eleitoral imediata, determinar a retomada das operações ofensivas contra o Irã. Essas especulações foram reforçadas por notícias de que o grupo de ataque do porta-aviões USS Theodore Roosevelt estaria a caminho do Oriente Médio, assim como o grupo anfíbio que transporta a 13ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, para reforçar a presença militar norte-americana na região.
As eleições de meio de mandato funcionam como um referendo sobre o desempenho do presidente e sua coligação partidária no Congresso, definindo o equilíbrio de poder para os dois últimos anos da administração.







