Elizabeth Schmidt e Ratinho Júnior detalham medidas para garantir qualidade da água em Ponta Grossa

Prefeita e governador explicam causas e soluções para o sabor e odor na água da cidade

Elizabeth Schmidt e Ratinho Júnior detalham medidas para garantir qualidade da água em Ponta Grossa
Evento do lançamento de residencial na Colônia Dona Luiza, com a presença da prefeita Elizabeth Schmidt e do governador Ratinho Júnior.

Prefeita Elizabeth Schmidt e governador Ratinho Júnior abordam a qualidade da água em Ponta Grossa e medidas para solucionar problemas recentes.

A questão da qualidade da água em Ponta Grossa e as medidas anunciadas

A qualidade da água em Ponta Grossa tem gerado desconforto entre os moradores, especialmente pela percepção de gosto e cheiro alterados. Em evento realizado na manhã de 3 de janeiro de 2026, a prefeita Elizabeth Schmidt e o governador Ratinho Júnior abordaram diretamente essa questão, mostrando que o assunto está sendo tratado com urgência e responsabilidade. A prefeita destacou que a água fornecida segue os parâmetros de potabilidade estabelecidos pela Sanepar, mesmo com relatos de odor e sabor estranhos. A causa foi atribuída à proliferação de algas na Represa do Alagados, que abastece cerca de 30% da cidade. Já o governador reconheceu o incômodo gerado pela situação e detalhou as ações emergenciais para mitigar o problema.

Causas climáticas e biológicas que afetam a água da cidade

De acordo com Elizabeth Schmidt, o principal fator para a alteração do sabor e cheiro da água é biológico, causado pela proliferação de algas na Represa do Alagados. Essa situação está fortemente relacionada a condições climáticas recentes, especialmente a falta de chuvas, que favorece o desenvolvimento dessas algas. A prefeita ressaltou que a normalização da água está atrelada ao aumento das precipitações, que devem equilibrar a situação biológica da represa. Ela também mencionou a captação de água do Rio Tibagi como alternativa, ressaltando que a Sanepar possui filtros adequados para tratar a água com essas características. A variação na percepção do gosto da água também foi destacada como subjetiva, sendo notada de formas diferentes por pessoas da mesma residência.

Ações emergenciais definidas pelo governador Ratinho Júnior

O governador Ratinho Júnior anunciou que determinou a realização de ações emergenciais para garantir a qualidade da água em Ponta Grossa. Entre as medidas estão a perfuração de seis poços profundos para captação alternativa, que devem estar prontos em um prazo estimado de 10 a 12 dias. Além disso, será utilizado o excedente de água captada por poços artesianos de indústrias na região, garantindo maior volume e qualidade no abastecimento. Uma empresa canadense especializada também foi contratada para tratar o problema biológico da Represa do Alagados, apoiando-se em experiência adquirida em situação similar na Argentina. O governador afirmou que essas ações devem amenizar os efeitos indesejados e normalizar o fornecimento de água em breve.

Importância da comunicação e acompanhamento técnico do problema

Tanto a prefeita quanto o governador enfatizaram a importância do acompanhamento técnico realizado pela Sanepar, que realiza coletas e testes regulares para garantir a potabilidade da água. Essa comunicação transparente visa assegurar à população que, apesar do desconforto no sabor e cheiro, a água permanece segura para consumo. O diálogo com a sociedade tem sido constante para atualizar sobre o andamento das soluções e minimizar o impacto da situação. A cooperação entre os órgãos públicos e empresas especializadas demonstra o compromisso em resolver a questão com eficiência e rapidez.

Perspectivas futuras para o abastecimento de água em Ponta Grossa

Com as medidas emergenciais em curso e a expectativa de normalização climática, a qualidade da água em Ponta Grossa deve retornar aos padrões habituais em curto prazo. A diversificação das fontes de captação, como o uso do Rio Tibagi e poços profundos, reforça a segurança do abastecimento. A experiência adquirida no enfrentamento dessa situação pode também fortalecer a gestão dos recursos hídricos da cidade, preparando-a para futuros desafios ambientais e garantindo a saúde pública e o bem-estar da população.