Defesa busca revogação da prisão preventiva de René da Silva Júnior, acusado do assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte

René da Silva Júnior recorre com segundo pedido de habeas corpus para revogar prisão preventiva após sentença que o levará a júri popular por homicídio.
Conteúdo do segundo pedido de habeas corpus do empresário René da Silva Júnior
O habeas corpus solicitado pelo empresário René da Silva Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, será julgado no próximo sábado, dia 4 de abril, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O relator do caso será o desembargador Maurício Pinto Ferreira. Este é o segundo pedido do tipo feito pela defesa de René, que requer a revogação da prisão preventiva e a expedição imediata do alvará de soltura, sob a condição da imposição de medidas cautelares.
René da Silva Júnior é um empresário e diretor de negócios que foi preso após matar Laudemir de Souza Fernandes em agosto de 2025, durante uma discussão no trânsito, na Rua Modestina de Souza, bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. O crime ocorreu por volta das 9h03, quando Laudemir trabalhava na coleta de lixo e o veículo de René, um BYD cinza, bloqueou o caminho do caminhão de coleta.
Histórico das decisões judiciais até o momento
Este é o segundo habeas corpus solicitado pela defesa. O primeiro, ajuizado em novembro do ano passado, foi negado, assim como os embargos declaratórios subsequentes, o último dos quais foi rejeitado na última sexta-feira dia 27. Além disso, René recorreu contra a sentença de pronúncia que determinou seu julgamento pelo Tribunal do Júri, com o recurso recebido pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza no dia 16 de março. Esses recursos buscam reverter a decisão que o mantém preso para o julgamento popular.
Posição da defesa da vítima e implicações legais
A defesa de Laudemir de Souza Fernandes divulgou nota reforçando que não existe fundamento jurídico para a revogação da prisão preventiva de René. Segundo essa defesa, o processo tramitou regularmente, a pronúncia foi confirmada, evidenciando provas suficientes do crime. Além disso, ressaltaram que a prisão preventiva permanece necessária para proteger a ordem pública e assegurar a aplicação da lei. A expectativa é que o Tribunal de Justiça mantenha a prisão e agilize o julgamento pelo Tribunal do Júri, permitindo que a sociedade de Belo Horizonte participe do processo.
Detalhes do crime e investigação policial
O incidente que culminou na morte do gari envolveu uma briga de trânsito em que René da Silva Júnior, irritado por considerar que o caminhão de coleta atrapalhava sua passagem, sacou uma arma e proferiu ameaças. Após ultrapassar o caminhão, ele desceu do veículo, realizou o manejo da arma e disparou contra Laudemir, que foi atingido nas costelas e no antebraço. René foi localizado e preso enquanto estava em uma academia. A arma foi entregue voluntariamente pela esposa do empresário, delegada Ana Paula Lamego Balbino, que também é investigada por ter cedido ilegalmente o armamento.
Contexto jurídico e consequências para o condenado
Segundo informações da Polícia Civil, os três crimes imputados a René da Silva Júnior têm pena máxima que pode atingir 35 anos de prisão. O processo segue em tramitação, com a expectativa de que o julgamento pelo Tribunal do Júri ocorra em breve, após a decisão do TJMG sobre o habeas corpus. A decisão desse tribunal terá grande impacto no desfecho do caso e na percepção pública sobre a aplicação da justiça em crimes de homicídio cometidos em situação de descontrole emocional no trânsito.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: MP denuncia e pede júri popular de empresário que matou gari em BH





