Caso Americanas reacendeu debate sobre importância de auditoria e governança corporativa

Empresas sem programas de compliance adequados correm risco de perder contratos comerciais. Especialistas apontam que auditoria e governança corporativa são fundamentais para evitar casos como o da Americanas.
A ausência de um programa de compliance adequado coloca empresas em risco de perder contratos comerciais importantes, alertam especialistas do mercado. O questionamento ganhou força após o caso Americanas vir a público.
O episódio da varejista reabriu debate sobre como organizações de grande porte, cercadas por auditorias e conselhos administrativos, podem deixar de lado mecanismos essenciais de governança corporativa e fiscalização interna. Segundo profissionais da área, compliance não é apenas uma obrigação legal, mas requisito cada vez mais exigido por clientes e parceiros comerciais.
Especialistas indicam que conselhos e auditorias externas, isoladamente, não garantem a integridade operacional das empresas. É necessário um programa estruturado de compliance que envolva desde a capacitação de colaboradores até a implementação de controles internos e canais de denúncia.
A governança corporativa inadequada pode resultar em investigações de órgãos reguladores, multas e, principalmente, na perda de credibilidade junto aos stakeholders. Contratos comerciais cada vez mais exigem que fornecedores e parceiros comprovem ter estrutura de compliance implementada.
Profissionais recomendam que empresas invistam em auditoria contínua, treinamento de equipes e criação de políticas claras de conformidade. O investimento em compliance é visto não como custo, mas como proteção patrimonial e reputacional.





