Conflito entre Multilaser e Positivo Tecnologia gera polêmica
Disputa entre empresas de tecnologia por contrato no FNDE chama atenção.
Uma agitação no setor de tecnologia educacional se intensificou com a disputa entre a Multilaser e a Positivo Tecnologia por uma licitação no FNDE, que envolve um contrato de cerca de R$ 250 milhões. A Multilaser, que havia vencido inicialmente o pregão eletrônico, se viu desclassificada por alegações relativas à sua capacidade técnica, um desdobramento que a empresa contestou judicialmente.
O panorama da licitação
O FNDE, responsável por implementar as políticas do MEC, anunciou a vitória da Positivo Tecnologia em outubro de 2025. A Positivo já era contratada pelo órgão para fornecer serviços de apoio técnico em tecnologia da informação, o que suscita questionamentos sobre a imparcialidade do processo. Em uma nota oficial, o FNDE assegurou que a licitação foi conduzida por servidores efetivos, afastando qualquer possibilidade de conflito de interesse.
A reivindicação da Multilaser
A Multilaser, que passou por mudanças de liderança e tem como ex-CEO Renato Feder, agora secretário de Educação de São Paulo, expressou surpresa com a desclassificação. Tiago Griebeler Sandi, representante da empresa, argumentou que a decisão foi baseada em um relatório incoerente e que a Multilaser poderia proporcionar uma economia significativa ao governo, estimada em R$ 5,4 milhões, em comparação com a proposta da Positivo.
Implicações e próximos passos
O desenrolar desta disputa não apenas destaca os desafios enfrentados por empresas de tecnologia na obtenção de contratos governamentais, mas também levanta questões sobre a transparência do processo licitatório. A Multilaser já anunciou que recorrerá da decisão, apresentando novas evidências e argumentos em sua defesa. A Positivo, por sua vez, optou por não se manifestar publicamente sobre as alegações da concorrente.
Conclusão
A competição entre Multilaser e Positivo Tecnologia é um microcosmo das dinâmicas do setor de tecnologia no Brasil, onde contratos públicos podem ser cruciais para a sobrevivência e crescimento das empresas. A resolução deste conflito poderá estabelecer precedentes importantes para futuras licitações no setor educacional.





