Enchente em Moçambique provoca centenas de mortes e desalojados

A pior enchente em uma geração no país já afetou mais de 600 mil pessoas e mobiliza resgates de equipes internacionais

A enchente em Moçambique, a pior em uma geração, já matou mais de 100 pessoas e afeta mais de 600 mil, exigindo resgates e abrigos emergenciais.

Confira a programação dos resgates e abrigos em Moçambique

Resgates conduzidos por equipes do Brasil, África do Sul e Reino Unido nas áreas inundadas.
Centros de acolhimento estabelecidos em escolas e igrejas, como a Escola Secundária de Gwazamutini, abrigando cerca de 4.000 pessoas.

  • Veículos proibidos nas estradas entre Maputo e Gaza devido a inundações, dificultando o transporte e logística.

Impactos sociais da enchente em Moçambique e resposta das autoridades

A enchente em Moçambique, considerada a pior em uma geração, já atingiu mais de 642 mil pessoas desde 7 de janeiro, com destaque para as províncias de Maputo e Gaza. O prefeito de Marracuene, Shafee Sidat, descreve o desafio de convencer moradores a deixarem áreas de risco e o temor diante das descargas do rio Inkomati, que agravam as inundações. As autoridades estimam que mais de 10 mil pessoas foram afetadas somente em Marracuene, evidenciando a dimensão do desastre.

Consequências econômicas e agrícolas da enchente em regiões afetadas

Além das perdas humanas, a enchente em Moçambique destruiu propriedades, bens e plantações, especialmente de arroz, que é a principal cultura local. Agricultores como Francisco Fernando Chivindzi relatam a devastação de casas, gado e fazendas submersas, prejudicando a subsistência e comércio nas áreas rurais. A escassez resultante afeta também o abastecimento de alimentos e combustíveis em cidades distantes, como Tete, ampliando o impacto econômico.

Desafios humanitários e condições nos abrigos temporários

Nos abrigos da cidade de Marracuene, como o da Escola Secundária de Gwazamutini, famílias enfrentam dificuldades com alimentação insuficiente e falta de acomodações adequadas. A policial Aninha Vicente Mivinga relata o trauma de ter que separar seus filhos para protegê-los e a expectativa pela retomada das aulas, que pode ser adiada para garantir espaço aos desabrigados. Com centenas dormindo em salas de aula, a precariedade das condições reforça a urgência das ações humanitárias.

Perspectivas e medidas para mitigar futuras enchentes em Moçambique

Diante da enchente em Moçambique, especialistas e lideranças locais discutem alternativas para evitar que moradores retornem a áreas de risco, propondo reassentamentos em terrenos mais altos. A ministra da Educação, Samaria Tovela, sinalizou o possível adiamento do ano letivo para permitir o uso continuado das escolas como centros de acolhimento. A situação evidencia a necessidade de planejamento urbano e políticas públicas voltadas para a adaptação às mudanças climáticas e prevenção de desastres naturais.