Advogados da empresa acusam gestão municipal de falhas na arborização
Enel e prefeito de São Paulo trocam acusações sobre apagão que afetou milhões.
Apagão em São Paulo deixa mais de 1,3 milhão sem luz
Na quarta-feira (10), um apagão em São Paulo afetou mais de 1,3 milhão de moradores, levando o prefeito Ricardo Nunes a solicitar intervenção federal na Enel. O prefeito acusou a concessionária de mentir sobre o número de equipes mobilizadas para o atendimento.
Os advogados da Enel, Henrique Ávila e Vitor Alves de Brito, responderam às acusações, afirmando que a crise é resultado de falhas na gestão da arborização municipal. Segundo eles, a falta de poda de árvores e manutenção adequada é a verdadeira causa dos problemas enfrentados pela empresa. “O prefeito age como o marido traído que coloca a culpa no sofá”, alegou Ávila, enfatizando que a responsabilidade pela situação atual recai sobre a gestão municipal.
A defesa da Enel e as alegações de Nunes
Os advogados da Enel afirmaram que a empresa está operando com o “reforço máximo”, com mais de 1.600 equipes em campo. Eles criticaram a gestão arbórea da prefeitura, ressaltando que a falta de ação na poda de árvores contribuiu para a obstrução de vias e a dificuldade no acesso de socorristas e eletricistas.
Nunes, por sua vez, contestou a afirmação da empresa, alegando que apenas 40 veículos da Enel foram registrados circulando pela cidade durante o apagão. Ele reafirmou que a falta de ação da empresa em relação às árvores caídas impede a remoção segura e, portanto, a recuperação do fornecimento de energia.
O embate entre a Enel e a prefeitura
O embate entre a Enel e a prefeitura de São Paulo se intensificou após o apagão. Nunes defende que o governo federal inicie o processo de caducidade da concessão da Enel, que vence em 2028, e critica a proposta da empresa de renová-la por mais 30 anos. Ele argumenta que a Enel tem falhado repetidamente na prestação de serviços, especialmente após eventos climáticos extremos.
A Enel, em nota, informou que já restabeleceu o fornecimento a 1,8 milhão de clientes afetados pelo ciclone extratropical e que continua mobilizando suas equipes para resolver as situações de alta complexidade causadas pelos ventos fortes. A empresa destaca que é fiscalizada rigorosamente pela Aneel e pelo TCU, e que cumpriu todos os indicadores de desempenho estabelecidos.
Conclusão
As trocas de acusações entre a Enel e a prefeitura de São Paulo refletem um cenário tenso, onde as responsabilidades estão em disputa. O futuro da concessão da Enel e a qualidade dos serviços prestados à população permanecem como questões cruciais a serem discutidas nos próximos meses.





